Entrevistas

João Espírito Santo fala sobre férias de verão, em família: "Estamos, sempre, juntos"

Numa entrevista exclusiva à SELFIE, o Dr. João Espírito Santo falou sobre como aproveita as férias de verão, em família, com a esposa, Mariana Seabra, e os três filhos: Leonor, de 12 anos, João, de 10, e Bernardo, de sete.

Que importância têm as férias de verão, para si e para a sua família?
Têm uma importância máxima, porque tenho oportunidade de estar com os meus filhos, durante as 24 horas do dia. É um tempo em que cozinho, falo, oiço... Acima de tudo, estamos juntos e divertimo-nos. Para mim, é um tempo de reflexão do desempenho que eles tiveram ao longo do ano letivo. É um tempo de muito mimo, também. E isso é o mais importante: amarmo-nos e sermos amados.

Na sua opinião, quais são as diferenças entre umas férias de verão e, por exemplo, as férias aproveitadas no Natal?
O Natal passa muito a correr. Há muita intensidade em viver o Natal, em desfrutar dos afetos, da partilha, dos momentos e, acima de tudo, das memórias. O Natal é a época das memórias, da consolação, do agradecimento. O verão é mais para a diversão. O Natal, para mim, está mais associado à tradição e é um momento de compaixão e de paz com todos os que, ao longo do ano, estiveram ausentes e, muitas vezes, dispersos.

Como é escolhido o destino das férias? Quem tem a "palavra final"?
Normalmente, é uma escolha conjunta. Temos noção de que nem sempre vamos aonde queremos, mas vamos sempre felizes. O objetivo é cumprir sempre um desejo de um dos cinco. Mas, apesar de termos desejos diferentes, estamos sempre juntos, o que é o mais importante.

A opinião dos filhos é importante?
É fulcral. Tenho o objetivo, ainda, de levar um filho meu a África, porque os outros já conheceram tudo o que queriam conhecer. Vamos cumprindo esses desejos, um de cada vez, mas com os "pés na terra", porque, se fosse por eles, seria uma volta ao mundo, todos os dias. É importante que eles tenham uma voz ativa e percebam a realidade da vida e acho que eles já estão a perceber uma coisa bastante importante: é que devemos estar sempre juntos.

E já pode revelar qual é o destino deste ano? E como aconteceu essa escolha?
O destino deste verão é o mesmo de há 28 anos. É a mesma praia, é o mesmo grupo, o mesmo toldo. Tudo igual. Gosto de fazer praia sempre no mesmo sítio, é a única zona da praia em que está menos gente e gosto de permanecer lá, sossegado, disfrutando, acima de tudo, da companhia dos meus filhos. Na praia, gosto de estar sob uma sombra, olhar para o mar e ouvi-lo. É uma zona em que nos sentimos bem e onde criamos as memórias de verão, ouvindo os filhos a contarem como foi o ano letivo, ouvindo as experiências e as asneiras para que não as façam... Acima de tudo, eles estão a aprender a estar connosco, com os amigos, com outras pessoas com quem não estão durante o ano... É um destino de férias que, como costumo dizer, já parece uma peregrinação.

Quais são as expetativas para as férias deste ano?
Vamos querer fazer atividades que nunca fizemos antes. Este ano foi o ano de os pôr a fazer surf, na praia. E vamos ter uma atividade em que os vamos pôr a fazer skimming, porque gosto que tenham alguma atividade física e, acima de tudo, que experimentem coisas novas. Este verão, foi muito importante que eles aprendessem a jogar ténis com o Kiko, que é uma pessoa espetacular e que tem capacidade para integrar as crianças, no desporto, fazendo com que elas queiram praticar desporto.

Prefere praia ou campo? E porquê?
Se me perguntassem praia ou neve, ainda ficava na dúvida... Agora, entre praia e campo, é praia, sem dúvida. Sou um homem do mar, de areia, gosto muito, muito de ouvir o mar, gosto muito de estar na praia e do pôr do sol. Acho que é o que me define.

E, nesse período de férias de verão, consegue desligar-se totalmente do trabalho?
Não consigo, porque, sendo médico dentista, tenho de estar disponível para os doentes. Apesar de a clínica estar aberta e ter outros médicos, outros profissionais, há sempre uma maior responsabilidade de quem criou a Medical Art Center. Sozinho não sou nada e, com uma equipa nas mãos, faço tudo. É muito importante este trabalho em equipa, mas, para isso, tenho de estar disponível para a equipa e para os doentes, para que tudo funcione. A clínica tem este lema: "Quem ama cuida." Como quem ama não tem horas para amar, não podemos ter horas em que paramos, no nosso trabalho. 

As férias são aproveitadas essencialmente em família? Ou também costuma encontrar-se com alguns amigos?
Aproveitamos, essencialmente, as férias nós, os cinco. Também aproveitamos com alguns amigos, temos o mesmo grupo de praia há já algum tempo e convivemos com eles, na praia. É o tempo de os meus filhos viverem a praia, com os pais, e criarem histórias de verão. É muito importante que criem essas histórias de verão: a primeira paixoneta, a primeira reação à asneira, ir às dunas... E nós estamos lá para os ver, ajudá-los a crescer, mas, acima de tudo, para que sejam pessoas de bem, porque eles têm de entender que, quando fazem alguma asneira, nós estamos lá para os ajudar a fazer melhor. O verão é propício às asneiras, à picada do peixe-aranha e um fazer chichi para o pé do outro, é propício a comerem mais um gelado, porque alguém deu, é propício a atirarem bolas e a acertarem em quem não deviam... E isso são memórias e são elas que nos fazem ser uma família e termos boas recordações.

Recorda-se de algum episódio caricato que lhe tenha acontecido durante umas férias de verão?
Tenho vários: desde dois pneus furados, quando ia de férias, a chegar ao destino e não ter casa, ir a um restaurante e não ter mesa marcada e os miúdos só a dizerem que têm fome... Há histórias de verão que são isso mesmo: peripécias. E, depois, temos de lhes dizer para terem calma e para pensarmos, juntos, numa solução. É bom que eles vejam que o mundo não é perfeito e que também há peripécias. Agora, lembrei-me de mais uma: quando a minha filha partiu um dente, por exemplo... Mas temos de ver, depois, o lado positivo e que conseguimos superar.

O que é, para si, um dia de férias perfeito?
Acordar, tomarmos, os cinco, o pequeno-almoço, irmos à praia, fazermos surf, almoçarmos peixe, na praia, continuar na praia - de preferência, fazer uma sestinha ao sol, o que adoro -, comer uma bola de Berlim com creme e, no final, cozinhar, o que é um desafio, para mim. Fazer, na brasa, o que os meus filhos me pedirem, para comer. Acho que é esse o momento que celebra: eles estarem com o pai e com a mãe, a desfrutar de momentos simples, mas que nos fazem muito felizes.

 

Veja, agora, algumas das melhores imagens das férias do Prof. Dr. João Espírito Santo, na galeria de fotografias que preparámos para si,

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