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Em campanha, Joana Cruz alerta para a importância da nutrição em pacientes oncológicos

Numa entrevista exclusiva à SELFIE, a radialista Joana Cruz falou sobre uma campanha que protagoniza e com a qual alerta para a relevância da nutrição em pacientes oncológicos.

Já passaram quase dois anos desde que foi diagnosticada com um cancro na mama que, entretanto, venceu. Com uma maior distância temporal, que balanço é que faz deste período desafiante da sua vida?Um período de reflexão, sobretudo. De consciência da importância de viver o aqui e agora, procurando, em cada dia, hora e minuto, fazer o melhor por mim e pela casa onde moro, que é o meu corpo.

Qual foi a maior lição que aprendeu, ao enfrentar este problema de saúde?
Que devemos sempre confiar na nossa intuição, que foi isso que me salvou. Um primeiro diagnóstico, que não foi o correto, e a intuição, que me levou a procurar uma segunda opinião. É um direito dos doentes e pode fazer toda a diferença.

No seu caso, o autoexame foi essencial?
Absolutamente. Fiz sempre anualmente as minhas rotinas de exames, mas estarmos atentos ao nosso corpo, que comunica constantemente connosco, é a chave para anteciparmos maiores complicações.

Publicamente, a Joana mostrou-se serena, confiante e, até, otimista na luta contra a doença. Considera que essa atitude já foi meio caminho andado para vencer o cancro?
Sem dúvida. A forma como encaramos o que nos acontece ajuda muito na programação dos 50% que nos cabem nos processos de cura. Os outros 50% deixamos nas mãos dos profissionais de saúde.

A sua mãe foi um dos principais apoios, nesse período?
Sim, claro e toda a família, os amigos, os colegas e até os desconhecidos. A onda de amor foi imensa e, mesmo quem não estava perto, mas enviava a melhor energia, foi um apoio que senti constantemente.

Deu especial atenção à alimentação, após ter recebido o diagnóstico?
Dei a maior atenção, porque há coisas que, em certos períodos da nossa vida, precisam de ser adaptadas ao momento. Sendo que, no resto da vida, devemos procurar comer o mais saudavelmente possível.

O que mudou na sua alimentação?
Com os tratamentos de quimioterapia é natural que tenhamos mais dificuldade em ingerir alguns alimentos e que as nossas necessidades possam estar alteradas. O que aconselho sempre é um acompanhamento personalizado pelos profissionais de saúde, porque cada um tem as respetivas necessidades e os respetivos desafios.

A perda de peso é, normalmente, o primeiro sintoma de um doente oncológico. Como conseguiu contornar esse problema?
Felizmente, não houve grande oscilação, mantive o peso que tinha.

Que resultados é que começou a sentir, logo após ter iniciado o consumo do suplemento nutricional Fortimel?
Senti que me estava a manter uma continuidade de bem-estar e isso são as melhores notícias, quando percebemos que não há grandes alterações. Foi-me recomendado pelo meu médico para alimentar e nutrir e, portanto, senti-me lindamente.

Como surgiu a oportunidade de fazer parte de uma campanha para alertar para a importância da nutrição e suplementação nutricional em pacientes oncológicos?
Um convite para poder mostrar a muita gente que ainda não sabe que tem no Fortimel a oportunidade de encontrar num pequeno frasco uma compensação nutritiva que nem sempre consegue retirar dos alimentos que, muitas vezes, as pessoas não conseguem ingerir, sempre que o profissional de saúde o indique. E isso faz toda a diferença num período de tratamentos. 

Podemos dizer que existe uma Joana antes e depois do cancro?
Não. A Joana é a mesma, na verdade. Só está é mais atenta a si própria.

Pode haver algumas mudanças, mas há algo que se mantém: a paixão pela rádio. Essa paixão é algo que a acompanha desde muito cedo?
Sim, desde cedo, fui consumidora de rádio e, com 19 anos, iniciei a minha carreira profissional, a par dos estudos. Sem dúvida que sou muito abençoada por poder fazer aquilo que amo, ao lado de pessoas incríveis.

Está de regresso ao "Café da Manhã", na RFM. Que novidades podemos esperar?
As novidades irão surgindo ao longo do tempo, o convite é mesmo que continuem a ouvir-nos durante a semana entre as 6:00 e as 10:00 horas da manhã.

Há já algum tempo que não é uma presença regular no pequeno ecrã, seja como apresentadora, seja como repórter. Tem sido uma opção ou há uma ausência de convites?
Ausência de convites, mas quem sabe um dia destes não haverá um projeto que encaixe em alguma televisão ou plataforma.

Há menos de um mês, completou 44 anos. Sente que a idade traz mesmo mais sabedoria?
Com certeza que sim, maior tranquilidade na forma como levamos os problemas.

O que a Joana de agora diria à Joana Cruz que tinha, apenas, 20 anos?
Confia em ti, sempre.

E a forma de amar aos 40 é diferente da forma de amar aos 20?
Acho que não há regra para isso. Com 40 pode amar-se como quando se tinha 20 ou até com maior intensidade. Depende do objeto amado.

Já agora, podemos saber como está o coração?
Está incrivelmente ótimo.

Que conselho deixa a todos aqueles que, neste momento, estão a enfrentar uma doença oncológica?
Que confiem na classe médica que vos acompanha e que se centrem em vocês mesmos numa ligação ou reconexão convosco para que o processo de cura seja encarado como um todo.

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