urlvisit

Protestos marcam homenagem da rainha Letizia e do rei Felipe VI aos profissionais de saúde

com Lusa
Rainha Letizia e rei Felipe VI alvo de protestos, em Espanha
Rainha Letizia presta serviço humanitário nas Honduras
Rainha Letizia marca presença em ato oficial e saia rouba as atenções!
Rainha Letizia volta a quebrar protocolo com conjunto reciclado
Rainha Letizia na SELFIE

Os reis de Espanha presidiram à inauguração de um monumento em homenagem aos profissionais de saúde e àqueles que morreram no exercício da profissão, durante a pandemia de covid-19, mas a cerimónia ficou marcada por protestos contra o Governo.

Depois de regressar da viagem humanitária às Honduras, a rainha Letizia esteve, esta sexta-feira, dia 18, ao lado do marido, o rei Felipe VI de Espanha, a presidir à inauguração de um monumento em homenagem aos profissionais de saúde e àqueles que morreram no exercício da profissão, durante a pandemia de covid-19.

Durante a homenagem, ouviram-se gritos de populares a pedir a demissão do ministro da Saúde, Salvador Illa, criticado pela direita pela gestão da luta contra a pandemia.

O monumento inaugurado é uma escultura do artista catalão Jaume Plensa, denominada "A Árvore da Vida", feita em aço inoxidável e com mais de sete metros e meio de altura e seis toneladas de peso, que representa um coração no topo de uma coluna formada por letras de diferentes alfabetos.

A escultura foi colocada numa praça de Madrid, ao lado do estádio Santiago Bernabéu, do clube de futebol Atlético Madrid.

Na cerimónia, estiveram presentes os principais responsáveis da comunidade autónoma e do município de Madrid, que são de partidos de direita: Partido Popular e Cidadãos (direita Liberal).

Desde a chegada do ministro da Saúde espanhol, que pertence ao Governo minoritário de coligação entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), e, até ao fim da cerimónia, os cidadãos que estavam a assistir, nas varandas dos edifícios em redor, onde estavam penduradas bandeiras espanholas, gritaram "Illa, demissão" e proferiram insultos, como "assassino", "canalha" e "mentiram-nos a todos".

Ao mesmo tempo, deram vivas e aplaudiram os monarcas de Espanha, assim como a presidente da Comunidade Autónoma e o presidente da autarquia, ambos do Partido Popular.

O evento começou com um minuto de silêncio, em memória dos cerca de 120 profissionais de saúde que morreram no exercício da profissão, durante a pandemia, incluindo 83 médicos.

O monumento, cujo significado foi explicado pelo autor à rainha Letizia e ao rei Felipe VI, foi, originalmente, concebido como um tributo aos mortos, mas acabou por ser alargado a todo o pessoal de saúde.