Tony Carreira aceita ajudar vítimas dos incêndios para encerrar processo de plágio

Redação Selfie / NC

Tony Carreira e a editora Companhia Nacional de Música, que acusou o artista de plágio, chegaram a um princípio de acordo no processo em que o cantor é acusado pelo Ministério Público de plagiar 11 músicas.

Segundo a Lusa, a proposta, lançada por uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, prevê a suspensão provisória do processo durante quatro meses, na condição de, no prazo de 60 dias, Tony Carreira entregar 10 mil euros à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, para apoio aos danos causados pelos incêndios, e mais 10 mil euros à Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógrão Grande.

O compositor Ricardo Landum, igualmente arguido no processo, também terá de pagar, no prazo de 60 dias, dois mil euros a uma Instituição Particular de Solidariedade Social à escolha. 

Embora a Companhia Nacional de Música tenha aceitado "verbalmente" o princípio de acordo, será necessário assumir o compromisso, por escrito, dentro de 10 dias. Caso o acordo seja fechado nesta fase de instrução, requerida pela defesa de Tony Carreira, e se todas as partes cumprirem as obrigações, o processo ficará por aqui e não haverá julgamento.

Questionado pelos jornalistas à saída do Campus de Justiça, Tony Carreira afirmou que aceitar este acordo judicial não significa que tenha cometido plágio: "Não ficou hoje o acordo definitivo porque estamos à espera da resposta do senhor Nuno Rodrigues [...]. Agora está na consciência dele [Nuno Rodrigues]: se ele quer contribuir para ajudar as pessoas vítimas destes incêndios ou não. Mas isso é a consciência dele, a minha é a minha.”

Tony Carreira está acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafação, enquanto Ricardo Landum, autor de alguns dos maiores êxitos da música ligeira portuguesa, responde por nove crimes de usurpação e por nove crimes de contrafação.