Carminho confessa: "Não sei o que seria, se não fosse fadista"

Igor Pires
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A fadista Carminho teve uma conversa emotiva com Fátima Lopes, no programa "Conta-me como És".

Carminho foi a convidada deste sábado, dia 28, de Fátima Lopes, no programa "Conta-me como És". Numa conversa franca, a fadista abordou o trajeto pessoal e profissional.

No decorrer da entrevista, ficou evidente de que o fado seria sempre o destino de Carminho. "Eu acho que o fado é a minha linguagem maternal. Eu não sei o que seria se não fosse fadista. Para mim, ser fadista é mais do que cantar uma música. É a forma como eu traduzo a minha vida e é a linguagem que eu utilizo para me poder expressar. Foi através do fado que me descobri a mim. Ao mesmo tempo em que cresci como fadista, também acabei por crescer como pessoa", assegura a intérprete de "Escrevi Teu Nome no Vento".

Fazendo uma viagem no tempo, Carminho lembrou um "choque" que sofreu na adolescência, quando se apercebeu de que os outros jovens não eram propriamente fãs de fado: "No começo, eu ouvia fado com a mesma naturalidade com que ouvia Bob Dylan ou Maria Callas ou música brasileira. Só que o fado era em português e, então, eu conseguia perceber um bocadinho melhor o que era cantado".

De resto, a paixão pelo fado ditou uma grande mudança na vida de Carminho, como a própria relembrou: "O meu pai é engenheiro civil e largou o emprego e largámos tudo para cumprir o sonho da minha mãe, que era ter uma casa de fados, em Lisboa. A minha mãe já era fadista e tinha muitas saudades do fado". 

Por esse motivo, logo a partir dos 12 anos, Carminho teve a oportunidade de frequentar o ambiente típico das casas de fado: "Ajudava a minha mãe a comprar as velas, a comprar a carne... E aquilo que mais ambicionava era quando a minha mãe me deixava jantar com o pessoal e ficar até mais tarde, quando era fim de semana... Foi aí que conheci a Amália [Rodrigues], o Camané...".

(Re)veja a entrevista na íntegra.