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Zé Manel revela "coisas absurdas" que lhe disseram: "És demasiado bonito para ser levado a sério"

O músico Zé Manel assinalou o dia em que o pai completaria mais um ano de vida com uma reflexão surpreendente.

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Esta terça-feira foi um dia carregado de significado para Zé Manel. "Hoje, o meu pai celebraria mais um aniversário e decidi pontuar a data com a lembrança de uma lição que dele retirei", começou por escrever o cantor, no Instagram.

"Entre managers, marketeers e promotores de imprensa, ao longo da minha vida, já me disseram inúmeras coisas absurdas que me fizeram questionar a conveniência da minha forma de ser", revelou Zé Manel, dando dois exemplos do que escutou: "És demasiado bonito para ser levado a sério" e "És demasiado eloquente para ser cool".

"Sou demasiado sério para atrair a atenção dos mais jovens e demasiado excêntrico para ser tido em conta por decisores mais velhos. Tenho demasiadas opiniões para atrair marcas e sou demasiado antisocial para criar comunidade. Tenho demasiados interesses para definir um público alvo e canto demasiadas notas para que as pessoas consigam trautear. Na rádio, acham que me exponho demais. Na televisão, que me dou a conhecer pouco. Devia falar por tempos superiores nos reels e, nas publicações, devia escrever menos e poupar caracteres. Demasiado alternativo para o mainstream, demasiado mainstream para os alternativos", refletiu o músico, frisando: "No meio disto. só nunca me puderam dizer que sou burro, feio ou canto mal."

Apesar disto, Zé Manel não tem dúvidas: "Está tudo certo. Continuarei sem pensar demasiado nisso. A única coisa que pretendo ser é uma cópia a carbono da minha alma. Impossível de programar. Indomável. Incorruptível. Como ele sempre foi. Tirem notas. Eu ainda vou tirando. Parabéns, Bicho. É um gosto continuar a decifrá-lo."

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