Zé Lopes, que começou a fazer treinos de eletroestimulação com a colega e amiga Merche Romero, conversou com a SELFIE e aproveitou para fazer um balanço sobre os últimos meses.
Já tinha ouvido falar sobre treinos de eletroestimulação?
Sim, já tinha ouvido falar sobre treinos de electroestimulação, mas acabei por conhecê-los de forma mais particular quando recebi dois instrutores da Techbody no "Bom dia Alegria". Fiquei logo muito fascinado pelos fatos e pela forma como podemos estimular muito mais os músculos, recebendo esses estímulos para além da própria prática do exercício. E, portanto, percebi que um treino acaba por ser muito mais funcional, porque, no mesmo período, acaba por se queimar muito mais calorias, porque estamos a estimular muito mais os músculos. E, para quem tem uma vida corrida como a minha, o treinos da Techbody, que são de 25 a 30 minutos, facilitam imenso, porque consigo ir treinar na hora de almoço.
Há já três meses que está a fazer treinos de eletroestimulação. Que mudanças tem sentido?
Tenho sentido muitas mudanças no corpo, principalmente na zona das pernas, que é uma zona em que tenho investido bastante nos treinos, e noto os músculos muito mais firmes. Acho que tem precisamente a ver com os estímulos que o próprio fato faz no corpo, porque o que faço nos treinos acaba por ser mais ou menos o mesmo que fazia nos meus treinos comuns, mas com electroestimulação, só que o músculo trabalha muito mais rapidamente.
Quais são as principais vantagens que sente em relação aos exercícios tradicionais?
As principais vantagens que sinto têm a ver com o tempo. Num curto espaço de tempo, queimo muito mais calorias. Facilita imenso a logística de quem tem uma vida corrida como a minha, em que sou apresentador, comentador e faço trabalhos no digital.
Concilia estes treinos de eletroestimulação com os exercícios tradicionais?
Sim, concilio os treinos de electroestimulação com os exercícios tradicionais no ginásio. O próprio treino acaba por conciliá-los.
A alimentação também tem sido essencial para manter a boa forma?
A alimentação tem sido um dos meus principais focos. Sou seguido por um nutricionista do Centro de Inovação Médica e tento ser regrado. Claro que, de vez em quando, já me permito a pecar, porque já estabilizei no peso que queria alcançar, mas tenho cuidado com a alimentação, obviamente.
Tratar do corpo é também tratar da mente? Faz mais alguma coisa nesse sentido?
Tratar do corpo é tratar da mente, sim, e é uma coisa que descobri recentemente, quando fiz a minha mudança corporal, mas, o meu dia a dia passa por ter uma alimentação regrada e praticar exercício físico e não há nenhum outro desporto que pratique. Ainda não me rendi nem ao padel nem ao ténis, que estão tanto na moda, porque, sinceramente, não tenho tempo para fazer, mas sinto-me bem a praticar exercício pelo menos três vezes por semana e com a alimentação regrada.
Podemos dizer que se sente na sua "melhor versão"?
Fisicamente, acho que sim. Acho que me sinto, neste momento, na minha melhor versão, ou, pelo menos, na minha versão mais saudável. Acho que isso é o mais importante: sentir-me saudável, sentir-me bem. Nas atividades simples, como subir umas escadas, apertar uns atacadores, a minha agilidade é outra e não me canso tanto.
Já está há seis meses a apresentar o "Bom Dia Alegria". O que tem retirado de mais positivo desta experiência? E o que é mais desafiante?
Apresentar o "Bom Dia Alegria" é a concretização de um sonho. Todos os dias, sinto-me a evoluir. O público acaba por me dar esse retorno, porque nota a minha evolução e tem-me dado espaço para aprender e para crescer. A minha maior preocupação por estar a trabalhar como comentador, há tantos anos, era que eu não desse tempo, nem espaço, aos convidados, mas, por acaso, tenho conseguido fazê-lo. Tenho recebido convidados incríveis e acho, verdadeiramente, que estou a tornar-me naquilo que sempre quis ser enquanto apresentador. Acho que faço as entrevistas de forma diferente ou, pelo menos, tento fazê-lo. Preparo-me muito bem para receber todos os meus convidados e tento que eles sejam o meu foco naquele momento e que partilhem ao máximo as histórias que querem partilhar, porque um programa de companhia é um programa de partilha.
Quais são as personalidades que lhe faltam entrevistar no programa?
As personalidades que queria entrevistar no programa, felizmente, tenho conseguido todas. Falta-me a Maria Cerqueira Gomes, que está para breve, a Mafalda de Castro, que também está para breve. É impossível ter a Cristina Ferreira e o Cláudio Ramos, porque os horários são coincidentes. Também quero desafiar-me com outras personalidades, apresentadores de outros canais... Gostava a muito falar com a Tânia Ribas de Oliveira. Gostava de entrevistar pessoas ligadas ao desporto, porque isso fará com que tenha que me preparar muito melhor para as entrevistas. Também queria entrevistar pessoas ligadas à política, ao jornalismo... Acho que isso faz com que tenha que me preparar melhor. Isso é desafiante e eu gosto de desafios.
É fácil conciliar o "Bom Dia Alegria" com o papel de comentador no "Secret Story"?
Conciliar o "Bom Dia Alegria" com o papel de comentador no "Secret Story" é uma logística difícil, porque as pessoas são muito ferrenhas dos reality shows e acabam por ter uma opinião muito vincada, até sobre os comentadores, mas sinto que o público tem conseguido fazer essa distinção. Enquanto apresentador tenho uma personalidade, enquanto comentador acabo por ter outra. Mas é prazeroso em ambas as funções.
Ter um programa de daytime era um grande sonho. Qual é o próximo objetivo?
Apresentar o daytime era um grande sonho. O próximo objetivo é fazê-lo num espaço maior. Neste momento, quero crescer no "Bom Dia Alegria". Quero que o programa evolua. Quero que atinja a maturidade suficiente. E é neste registo que me sinto confortável, no daytime. Se, um dia, puder evoluir para um canal generalista e para um horário melhor, cá estarei para receber todos os desafios - aceito todos - mas estou muito bem onde estou. Estou no lugar onde sinto que devia estar.
Com uma vida profissional tão agitada, há sempre espaço para os amigos e para a família?
Tenho uma vida muito agitada e um dia muito corrido, mas claro que há tempo para os meus amigos. Todo o tempo do mundo para eles, até porque me faz falta a presença dos meus amigos e da minha família.
Como está o seu coração?
Em relação ao coração, estou solteiro, não estou apaixonado. Quando o amor chegar, cá estou para o receber. Gostava que acontecesse, não nego, mas não ando à procura, porque acho que não vale a pena procuramos. Quando surgir, surge, e eu cá estou para o receber. Por enquanto, sigo focado na minha vida profissional.
Que qualidades deve ter um companheiro ideal para si?
Um companheiro ideal para mim deve ser verdadeiramente um companheiro. Alguém que esteja lá nos momentos bons e nos maus e que venha para me acrescentar, porque já sou muito completo e, por isso, só quero alguém que me acrescente, que não me reduza.
Como se vê daqui a 5/10 anos?
Daqui a 5, 10 anos vejo-me pai, provavelmente. A continuar a fazer um caminho como apresentador, com novos projetos, com novos desafios e com espaço para evoluir. E, acima de tudo, espero que o público continue comigo, a acompanhar a minha jornada, e a vibrar com as minhas conquistas, porque é muito bonito perceber que o público me acompanha e que, de certa forma, pode testemunhar o meu crescimento profissional. É isto! Quero é estar feliz, daqui a 5, 10 anos.
