Bom, eu defendo veementemente que, numa próxima experiência na Terra, a malta devia ser toda como o Benjamin Button - O Estranho Caso de Benjamin Button - A personagem é um homem que nasce idoso e rejuvenesce à medida que o tempo passa. E porquê? Porque agora, já com… 35 anos... percebo que fiz algumas escolhas erradas. Ora, bolas! Obrigadinha!
Vejamos:
Andei à procura de um homem que fosse uma cópia do meu pai ou, pelo contrário, fosse a antítese dele. Péssima premissa! Como é evidente, deu asneira. Quando tomei consciência desta armadilha, parei e disse à vidinha: 'Pera, não era isso! Estava a brincar! O que eu quero é um homem esotérico, sensível, que entenda e aceite o meu aspeto feminino. É isso mesmo. Estou decidida.'
Pouco tempo depois, eis que surge tal e qual essa pessoa! Fiquei maravilhada! Acho que até fiz um xixizinho. Ah, que sensibilidade, a eloquência, a complexidade… Um piscar de olhos depois, disse: 'Credo! O que é que ele quer dizer com "envelope cósmico"?! Ele corresponde-se com quem? Assustador. O que são os "vasos de luz que são a expansão coesionante – noção paradoxal – da essência dos 12 raios de Sírius"?! E 'pera, seres intraterrenos? Tipo, gente que vive no interior da Terra?' Saí de duas ou três palestras dele a sentir-me a pessoa mais néscia do planeta - externo e interno - e de Sirius.
Disse à vida: 'Enganei-me novamente, não era nada disso!' Reformulei: 'O que eu quero é uma pessoa com os pés bem assentes na terceira dimensão, que saiba que estamos em 2025 e que o sol nos ilumina - e que tome banhinho, porque o outro…' Bom, adiante.
Xaram, eis um advogado! Giro, charmoso, meio tímido, mas suficientemente confiante para se chegar à frente quando lhe dei o 'ok' com o olhar - Sim, irmã, somos nós que damos autorização para que eles se aproximem. Contentinha, combinámos um café. - Sim, irmã, começamos sempre por um café, sempre! Se a conversa for boa, jantamos, senão, a cena falece ali. - Um aparte: Quando eles escreverem "janta-mos?", FOGE!
Lá vai ela, com o seu rímel - Já não se diz rímel, Vera, isso denuncia a tua idade! -, encontramo-nos numa esplanada da moda e eis que ele - sabendo que eu estava ligada ao desenvolvimento humano, porque já conhecia o meu trabalho e era até meu fã - começa a falar… não sei se estás preparada, irmã… da Bolsa de Valores! Não era da hierarquia de valores, da PNL, não, Bolsa, ações, empresas, sobe e desce… Turn off. Mas ganhei um amigo para a vida.
Aprendizagem:
Diz à vida que qualidades queres num homem e deixa que ela faça a sua parte. Por tanto querermos a pessoa certa, acabamos com uma pessoa com os mínimos olímpicos, mantendo aquela imagem idílica na nossa mente, e passamos o resto da vida a moldar a pessoa que temos ao lado, até encontrarmos outra que se aproxime do nosso ideal. Isto, irmã, é feio. É injusto para com o ser humano que está contigo. Não o respeitas, logo, as críticas são mais do que muitas. Vais diminuir a autoestima dele e tornares-te o homem da casa. Um dia, vais acordar exausta, irmã, doente, porque estiveste a desempenhar vários papéis, por tua escolha. Porque, para te sentires segura, precisas de controlar tudo e todos. Isso é tremendo e não funciona. Lá está, só compreendemos isto lá à frente! Estou a alertar-te agora. Quem é amiga, quem é?
As mulheres estão cansadas, porque não estão a viver a sua feminilidade, nem os homens a sua masculinidade. A sociedade vive momentos estranhos…
É a teoria do Pêndulo, a era dos homens terminou, começou a das mulheres, mas elas ainda não curaram as suas feridas ancestrais…
Cenas dos próximos capítulos:
Porque somos umas cabritas umas para as outras? Há uma explicação lógica e histórica.
