Entrevistas

Vera de Melo assume: "2024 foi um ano de despedidas. É sempre doloroso"

A propósito do livro "Ser Feliz é uma Escolha", a psicóloga Vera de Melo falou, em exclusivo para a SELFIE, sobre o ano de 2024, que foi marcado por uma importante escolha.

Vera de Melo e respetiva família na SELFIE

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Já conhece o novo livro de Vera de Melo?

Recentemente, referiu que 2024 foi um dos seus anos mais difíceis e que teve de fazer uma escolha. Que escolha foi essa? Quer falar-nos um bocadinho sobre esse tema?
2024 foi um ano de despedidas. De pessoas, de projetos, de versões de mim mesma que já não faziam sentido. A escolha foi parar de adiar decisões que sabia que precisava de tomar. Abrir mão é sempre doloroso, mas, no fim, dá espaço para novas possibilidades. Foi um ano de recomeços.

Escrever este livro trouxe-lhe alguma transformação pessoal? Algum momento de clareza ou cura?
Mais do que uma transformação, escrever este livro foi uma reafirmação daquilo em que acredito profundamente: a felicidade é uma escolha que fazemos todos os dias. Foi um processo que me trouxe ainda mais clareza sobre as ferramentas que partilho com os meus leitores e sobre a importância de praticar o que defendo. Foi como consolidar todas as aprendizagens da minha vida e colocá-las ao serviço dos outros, com ainda mais certeza de que é possível viver com leveza e propósito.

Como psicóloga, muitas pessoas esperam que tenha todas as respostas, mas também é humana. Já teve medo de mostrar a sua vulnerabilidade ao falar sobre felicidade?
Como psicóloga, sinto a responsabilidade de inspirar confiança e oferecer soluções, mas nunca escondi que também sou humana e que enfrento desafios como qualquer outra pessoa. Mostrar a minha vulnerabilidade não é fácil, mas acredito que é fundamental. Se quero ajudar os outros a aceitarem as suas imperfeições e a transformá-las, preciso de ser honesta sobre as minhas próprias jornadas. A vulnerabilidade, para mim, não é uma fraqueza é uma força que nos conecta enquanto seres humanos. E é isso que tento transmitir: a felicidade não está em ser perfeito, mas em ser verdadeiro.

Houve algum momento em que teve de admitir para si mesma que não estava feliz, apesar de aparentar o contrário? Como lidou com isso?
Houve, sim, momentos em que a felicidade parecia uma miragem, como se estivesse sempre a um passo de distância. Nessas alturas, percebi que estava a procurar a felicidade em coisas externas, em vez de a cultivar dentro de mim. O ponto de viragem foi aceitar que nem sempre temos controlo sobre o que nos acontece, mas temos sempre a escolha de como reagir. Comecei por valorizar pequenas coisas: um sorriso da minha filha, um momento de silêncio para respirar. Foram esses gestos simples que me lembraram que a felicidade não é grandiosa ou inatingível é construída nos pequenos detalhes do dia a dia.

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