Crónicas

"Fui com medo, mas fui", por Cátia Soares

Há pessoas que entram na nossa vida de forma tão inesperada que quase parece que já estavam destinadas a cruzar-se connosco. Com a Vera de Melo foi assim.

Diretora Editorial SELFIE
  • 28 mai, 15:31

Rodeada de amigos e família, Vera de Melo lança mais um livro

Vera de Melo na Festa do Livro em Celorico de Basto

Vera de Melo lança livro "Tu Nasceste para Colorir a Vida"

Vera de Melo envia abraço... em forma de livro! E já pode ser seu

Já conhece o novo livro de Vera de Melo?

Vera de Melo lança novo livro: "Acredito que o nosso coração é uma bússola invisível"

Psicóloga Vera de Melo fala sobre novos projetos: "Vou sair da minha zona de conforto"

Psicóloga Vera de Melo cria estratégias para ajudar os pais a afastarem os filhos dos ecrãs

Talvez seja exatamente isso que a Vera de Melo descreve quando fala do coração como uma "bússola invisível". Às vezes, aproximamo-nos de certas pessoas sem conseguir explicar muito bem porquê. Só sentimos.

No meio de tantos rostos, programas, corredores e encontros rápidos, houve qualquer coisa em mim que escolheu a Vera. E, felizmente, acho que ela também me escolheu.

Esta semana tive o privilégio de participar como oradora na apresentação do novo livro da Vera de Melo, Tu Nasceste Para Seguir o Teu Coração. E, apesar de dirigir uma publicação há nove anos, de falar diariamente com pessoas e de trabalhar em comunicação há quase duas décadas, a verdade é que fui nervosa. Não aquele nervosismo que se diz por simpatia. Fui mesmo nervosa.

Porque há momentos que nos expõem de uma forma diferente. E porque, às vezes, ainda existe uma parte de mim que continua a sentir-se aquela miúda tímida e, ao mesmo, tão decidida a seguir os sonhos.

Talvez por isso me tenha emocionado ouvir a Vera apresentar-me. Há elogios que nos envaidecem. E depois há outros que nos desarmam, porque tocam precisamente no coração.

Ao longo dos anos, percebi que vamos sempre duvidar de nós próprios - ou haverá sempre alguém que nos vai fazer duvidar - mas aprendi também que acreditarmos em nós não significa deixarmos de ter medo. Significa apenas decidirmos continuar apesar dele.

Também por isso, as pessoas com quem mais gosto de trabalhar são aquelas em que o lado humano vem primeiro. Porque, lá está, a competência impressiona. Mas é a humanidade que nos distingue.

E talvez seja isso que mais admiro nas pessoas de quem gosto verdadeiramente: a capacidade de fazerem os outros sentir-se maiores, mais capazes, mais seguros de si.

A Vera de Melo tem essa generosidade rara. A capacidade de juntar pessoas, de aproximá-las, de abrir espaço para que os outros também cresçam. Há quem viva numa competição silenciosa, como se o brilho dos outros diminuísse o seu. E, depois, há pessoas que conseguem celebrar genuinamente as conquistas alheias. Como se o sucesso dos outros também pudesse ser um bocadinho delas.

No fim, talvez seja mesmo disso que se faz a confiança: das pessoas que nos olham e conseguem ver qualquer coisa em nós antes mesmo de nós próprios conseguirmos vê-la por inteiro.

E acho que, no fundo, é exatamente isso que o novo livro da Vera nos mostra.

Relacionados