Nestes últimos dez dias, Pedro Ramos Bichardo esteve em Leiria para informar os espetadores da TVI sobre as nefastas consequências das cheias nesse lugar.
Em exclusivo à SELFIE, o repórter contou-nos como conseguiu proteger a respetiva saúde mental em momentos tão intensos e dramáticos.
"Acho que é o facto de eu conseguir ligar o chip e pensar que estou a trabalhar e a ajudar como posso, que é divulgando o que realmente aconteceu para chegar às pessoas certas - ao Governo, à E-REDES e às entidades de que as pessoas precisam para reerguer as vidas. Nomeadamente na parte da eletricidade. Eu tentei fazer essa pressão, sempre que estive perante alguém da E-REDES, perguntava sempre quando é que a eletricidade seria reposta e nunca existiam esses prazos. Neste momento, acho que as pessoas precisam de prazos", começou por assinalar Pedro Ramos Bichardo, que acrescentou: "Então, ao tentar fazer o meu trabalho, consigo desligar-me da parte mais humana, se é que isso é possível."
Contudo, o comunicador admitiu: "Há muita coisa que me custa. Tive mesmo muita dificuldade em dormir nestes dias muito à conta das histórias que ia ouvindo. A maioria das histórias que ouvi eram sonhos que as pessoas tinham concretizado e que, de um momento para outro, se foram. Não consigo imaginar como é conquistar um sonho e, numa madrugada, em duas horas, ficar tudo destruído."
"Vim embora já, mas sei que vou trazer estas pessoas - e os sonhos delas - durante muito tempo. Não me vou esquecer", assegurou.
