Em lágrimas, madrinha pede abraço a filho de Susana Gravato: foi assim que o jovem reagiu!
Filho homicida de Susana Gravato viu ser-lhe aplicada a medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, em regime fechado, pelo período de três anos.
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Ana Albernaz
- 17 abr, 18:31
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O menor acusado de matar a mãe, a vereadora Susana Gravato, em Vagos, em outubro de 2025, viu o Tribunal de Família e Menores de Aveiro aplicar-lhe a medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, em regime fechado, pelo período de três anos.
"Esta decisão pode ser revista a cada seis meses", explicou a jornalista da TVI Leonor Lazera Araújo, que assistiu à leitura da decisão.
A juíza presidente disse que o tribunal deu como provado que o jovem matou a mãe com dois tiros na cabeça e que "não mostrou qualquer arrependimento" e que "mostra até uma frieza muito grande em relação a toda esta situação que planeou".
"O Tribunal considera que o menor deve ser alvo de uma intervenção prolongada por não ter mostrado arrependimento", revelou Leonor Lazera Araújo, acrescentando: "O jovem não tem consciência clara da gravidade do crime que acabou por cometer."
"Fica provado que este jovem disparou duas vezes sobre a mãe. Fez o primeiro disparo e a mãe, ainda consciente, acaba por dizer 'Está tudo bem. Tem calma.' A seguir, o jovem dispara novamente e aí, sim, Susana Gravato acaba por falecer", acrescentou a jornalista.
Leonor Lazera Araújo relatou, ainda, que "mesmo na interação com a família, o jovem não mostra qualquer emoção quanto ao sucedido", contando um dos momentos vividos em tribunal: "A madrinha [do adolescente], ao testemunhar, começa a chorar e emociona-se e pede ao tribunal para abraçar o rapaz. A chorar de forma compulsiva, abraça-o e nem nesse momento o jovem manifesta qualquer emoção."
Veja, agora, os vídeos com a reportagem à porta do tribunal.
