Entrevistas

Sónia Tavares arrisca-se em nova experiência: "Às tantas, percebi que me poderia arrepender"

A cantora Sónia Tavares esteve em exclusivo à conversa com a SELFIE, na qual abordou uma experiência nova pela qual passou há pouco tempo.

SELFIE: É a realizadora do videoclipe do "Fado Amália", dos Amália Hoje. Como foi essa experiência?

Sónia Tavares: Sim, é verdade. Estreei-me como realizadora de uma coisa com responsabilidade e pronto. Estou contente com o resultado. Sei que não vou ganhar uma Palma de Ouro. Porém, acho que está muito bem representado aquilo que queríamos dizer: que todas as mulheres transportam um pouco da Amália com elas. E faz jus àquilo que é a versão que que fizemos do fado.

SELFIE: E por que motivo é que decidiu estar atrás das câmaras desta vez?

Sónia Tavares: Porque os The Gift têm uma aplicação, que é a REV, já há algum tempo, desde a pandemia. Aí, temos os nossos conteúdos todos, tudo e mais alguma coisa, conteúdos que só são para os fãs. Há conteúdos atualizados que nós nos propomos a fazer e eu tenho um deles em que represento e recrio na minha casa, no meu quarto um artista de que gosto ou uma canção de que gosto e proponho-me a fazer sempre um videoclipe e uma pequena coisinha de apresentação e fui desenvolvendo o gosto por isso. Às tantas, já estou a fazer trailers cómicos para filmes de terror da Sony Pictures Portugal. E, às tantas, pensei assim: "Epá, eu quero." E, entretanto, já tinha feito dois videoclipes para os The Gift para apresentarmos nos espetáculos do nosso disco "Coral". São videoclipes que passam num cubo que temos em cima do palco. E foram efetivamente os dois videoclipes, mas uma coisinha mais recatadazinha. Eram os videoclipe de "O Lamento" e o "7 vezes" Então, eu pensei: "Por que motivo não vou já agora arriscar-me?" Depois, às tantas, percebi que me poderia arrepender, porque isto é de uma dimensão imensa. Não é propriamente o meu quarto, mas acho que acabou por sair bastante bem.

SELFIE: E é mais fácil estar atrás ou à frente das câmaras?

Sónia Tavares: É mais fácil estar à frente das câmaras, mas às vezes gosto mais de estar atrás,

SELFIE: Há menos responsabilidade ao estar à frente das câmaras?

Sónia Tavares: Já estou habituada, é uma questão de hábito, é uma questão de conforto. Já é uma questão de nem me aperceber às vezes que a câmara está ali. Mais é mais difícil estar atrás das câmaras, mas é mais difícil na medida em que sou muito pouco experiente e não tenho pretensão nenhuma. A realização é só mesmo uma brincadeira muito levezinha

SELFIE: E por que motivo decidiu contar com inteligência artificial para este videoclipe?

Sónia Tavares: Porque, de outra forma, não conseguia trazer a Amália, o rosto da Amália a cada mulher. Portanto, eu acho que isto da inteligência artificial obviamente que vai ser uma catástrofe. Se calhar se isto for parar... É como as bombas: se este segredo for parar às mãos dos arquinimigos vai ser horrível. Para já, associo, no meu caso, a uma ferramenta... É como elas diziam antigamente: 'Olhe, foi feito em computador.' É um bocado assim. E, portanto, associo como uma ferramenta, porque era a única maneira de eu conseguir transpor para o videoclipe aquilo que pretendíamos, que era esta ideia de que todas estas portuguesas são todas Amália. Basicamente.

SELFIE: De facto, a inteligência artificial depois também tem um lado mais assustador que a própria Sónia destacou no ano passado, quando se tornou viral um vídeo - feito em inteligência artificial - em que a Amália estava a cantar um tema do Quim Barreiros... 

Sónia Tavares: Precisamente! A Amália está a cantar um tema do Quim Barreiros e eu ando a vender produtos para emagrecer, pronto. Portanto, obviamente que as coisas boas nas mãos erradas é sempre uma catástrofe. Vamos confiar na Humanidade. Só que não...

https://www.youtube.com/watch?v=4DuNimorBpQ

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