Crónicas

"9 anos de SELFIE: o que se vê e o que se sente", por Ricardo Tomé

Há nove anos a SELFIE nasceu num território aparentemente leve: o da vida dos outros, das histórias que inspiram, dos rostos conhecidos, dos momentos que nos fazem sorrir.

Diretor Coordenador da Media Capital Digital
  • 25 abr, 15:22
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Mas tal como em certas obras de arte que parecem simples à primeira vista e revelam camadas à medida que nos aproximamos (ou músicas alegres que das quais descobrimos mais, ao estar atentos à letra ou ao que lhe deu origem), também nós fomos descobrindo (e assumindo) que o verdadeiro valor está no que não é imediatamente visível.

Talvez por isso, ao longo destes nove anos, a SELFIE tenha procurado ser mais do que um espaço de celebração. Procurou ser um lugar de reconhecimento. Um lugar onde a felicidade não é encenada, mas contextualizada. Onde o brilho não apaga a complexidade.

Desde cedo percebemos que havia uma história por contar para além da superfície. E foi assim que, ainda nos primeiros anos, assumimos um compromisso que hoje nos define: o de cruzar o empoderamento feminino com a realidade da auto-estima. Sem filtros simplistas. Sem narrativas perfeitas.

Falámos do tempo que falta ( entre trabalho, família e responsabilidades ) para cuidar de si. Falámos da exigência silenciosa na educação dos filhos, onde tantas vezes se sente que nunca é sufic iente. Falámos daquelas alturas do ano em que tudo deveria ser alegria, mas em que, para muitos, se torna o oposto.

E fizemo-lo sempre com respeito. Com proximidade. Com humanidade.

Nada disto seria possível sem quem acredita em nós.

- Aos anunciantes e parceiros, que entendem que relevância não se constrói apenas com alcance, mas com significado.

- Aos nossos cronistas e especialistas, que trazem profundidade a um espaço onde seria fácil ficar pela superfície. 

- À redação, que diariamente transforma intuição em histórias e sensibilidade em conteúdo.

- Aos talentos (da televisão, da música, da moda, do digital...) que confiam na SELFIE para contar o que muitas vezes fica por dizer.

- E, sobretudo, ao nosso público: leitores e seguidores que, mais do que consumir, reconhecem, reagem e se revêm.

Num mundo onde é cada vez mais fácil mostrar, escolhemos continuar a revelar. Porque, no fundo, talvez seja isso que nos distingue: não a imagem que captamos, mas a emoção que ajudamos a compreender.

Nove anos depois, continuamos exatamente aí, entre o que se vê e o que se sente.

E é nesse espaço que queremos continuar a crescer

Ricardo Tomé
Diretor Coordenador da Media Capital Digital

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