Mas tal como em certas obras de arte que parecem simples à primeira vista e revelam camadas à medida que nos aproximamos (ou músicas alegres que das quais descobrimos mais, ao estar atentos à letra ou ao que lhe deu origem), também nós fomos descobrindo (e assumindo) que o verdadeiro valor está no que não é imediatamente visível.
Talvez por isso, ao longo destes nove anos, a SELFIE tenha procurado ser mais do que um espaço de celebração. Procurou ser um lugar de reconhecimento. Um lugar onde a felicidade não é encenada, mas contextualizada. Onde o brilho não apaga a complexidade.
Desde cedo percebemos que havia uma história por contar para além da superfície. E foi assim que, ainda nos primeiros anos, assumimos um compromisso que hoje nos define: o de cruzar o empoderamento feminino com a realidade da auto-estima. Sem filtros simplistas. Sem narrativas perfeitas.
Falámos do tempo que falta ( entre trabalho, família e responsabilidades ) para cuidar de si. Falámos da exigência silenciosa na educação dos filhos, onde tantas vezes se sente que nunca é sufic iente. Falámos daquelas alturas do ano em que tudo deveria ser alegria, mas em que, para muitos, se torna o oposto.
E fizemo-lo sempre com respeito. Com proximidade. Com humanidade.
Nada disto seria possível sem quem acredita em nós.
- Aos anunciantes e parceiros, que entendem que relevância não se constrói apenas com alcance, mas com significado.
- Aos nossos cronistas e especialistas, que trazem profundidade a um espaço onde seria fácil ficar pela superfície.
- À redação, que diariamente transforma intuição em histórias e sensibilidade em conteúdo.
- Aos talentos (da televisão, da música, da moda, do digital...) que confiam na SELFIE para contar o que muitas vezes fica por dizer.
- E, sobretudo, ao nosso público: leitores e seguidores que, mais do que consumir, reconhecem, reagem e se revêm.
Num mundo onde é cada vez mais fácil mostrar, escolhemos continuar a revelar. Porque, no fundo, talvez seja isso que nos distingue: não a imagem que captamos, mas a emoção que ajudamos a compreender.
Nove anos depois, continuamos exatamente aí, entre o que se vê e o que se sente.
E é nesse espaço que queremos continuar a crescer
