Pedro Chagas Freitas fala sobre Eva, Diogo e Ariana: "Foram todos incapazes de fugir do umbigo"
Nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas não deixou nada por dizer.
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Ivan Silva
- 24 mar, 11:09
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Pedro Chagas Freitas não ficou indiferente à polémica que se instalou no "Secret Story", da TVI, que envolve Eva, Diogo e Ariana.
"'Pai, se o Joker trata mal a Harley Quinn, porque é que ela continua a querer ficar com ele? Numa frase, tudo. Amor-próprio, auto-estima, empatia, coragem, empoderamento. O meu filho, numa pergunta, a abrir o baú que tantos adultos não têm a coragem de abrir. As crianças são génios que os adultos ouvem pouco. Deve ser por inveja, por medo de saberem o que já deixaram de saber, coitados", introduziu o escritor, antes de falar sobre os concorrentes do reality show da estação de Queluz de Baixo.
"Neste triângulo, vejo a falta disso tudo, de quase tudo, na verdade. O contrário de amor é desempatia. Não vejo vilões nem heróis; só vejo vítimas. De si mesmas, de algo que ficou por construir algures no caminho, de uma inconsequência fácil, vazia. Parece que vivem numa telenovela antiga, de enredo obsoleto. Estamos a criar, a alimentar, alienígenas da superficialidade? Não vejo profundidade em nada do que vejo ali; só a frase barata comprada na feira da vaidade, no mercado contrafeito do ego", escreveu Pedro Chagas Freitas.
"Não suporto quem pisa os que os querem amar. Não suporto quem usa quem está no interior da fragilidade. Aqui não há inocentes, e são todos inocentes, presos na jaula da necessidade de chamar jogo ao que é veia, ao que é organismo, alma, vida, medo, angústia, pessoas frágeis de si mesmas, viciadas no que não compreendem, no que lhes parece champanhe e é só veneno. Não olhar para a dor do outro é uma pulhice. Pior: olhar para a dor do outro e não fazer tudo para a diminuir é uma pulhice", continuou.
"Todos, neste triângulo, foram incapazes de fugir do umbigo, da escada que querem trepar, que precisam de trepar para chegarem onde pensam que está o que os saciará de uma alegria qualquer. Não vai estar lá nada. O problema de querermos fazer da fama o começo da felicidade é saber o que eu já sei, o que tantas pessoas já sabem: é mais aquilo que a fama oca termina do que aquilo que começa. O campeão não é o que chega primeiro, não é sequer o que ganha mais vezes; é o que vem de mais longe, é o que vem da verdade mais distante. Não existem campeões que não sejam boas pessoas. Os que ganharam alguma coisa e não são boas pessoas não são campeões nenhuns. São só pessoas que nunca saberão o que é ganhar", rematou Pedro Chagas Freitas.
