Heitor Nunes conta tudo sobre vida de emigrante: "Aceitei na hora. Não hesitei"
Em entrevista à SELFIE, Heitor Nunes fala sobre a decisão de emigrar para França, praticamente um ano depois de ter entrado na oitava edição do reality show da TVI "Secret Story - Casa dos Segredos".
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Dúlio Silva
- 31 ago 2025, 11:21
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Em setembro, completar-se-á um ano sobre o momento em que Heitor Nunes deu a conhecer-se ao público, enquanto concorrente da oitava edição de "Secret Story - Casa dos Segredos". Agora, a vida do jovem deu uma volta de 180 graus, ao emigrar para França, após ter sido desafiado por Patrícia Carvalho, amiga que ganhou no reality show da TVI.
Em exclusivo à SELFIE, naquela que é a primeira entrevista que concede desde a mudança para Paris, Heitor Nunes fala sobre esta mudança e a reação dos familiares e amigos à mesma. Como foi a despedida? Quais têm sido os maiores desafios? Que objetivos tem em vista? O antigo morador da casa mais vigiada do País responde a tudo.
Como surgiu a oportunidade de se mudar para França?
Mudei-me para Paris porque a oportunidade surgiu. Decidi quase de um dia para o outro. No momento em que soube que havia a possibilidade de vir para aqui, para trabalhar com a Patrícia, aceitei na hora. Não hesitei.
Já conhecia Paris?
Paris é uma cidade que amo. Sempre gostei muito, muito, muito desta cidade. Já tinha viajado para aqui umas cinco vezes. Em todas as vezes, eu pensava sempre: 'Um dia, gostaria de viver aqui'. Mas era um bocadinho daqueles sonhos que vamos atirando para o ar, porque sabemos que talvez nunca vá concretizar-se. Então, no momento em que a Patrícia me disse 'Anda para Paris. Consigo arranjar trabalho e ficas cá', eu vim. Foi só o tempo de tratar dos documentos e preparar as minhas coisas. Foi no dia 29 de junho que a Patrícia me disse para vir e eu lhe disse que tinha vontade. No dia seguinte, ela disse que era possível, porque eu já teria trabalho. E vim no dia 22 [de agosto].
Como reagiram a família e os amigos?
Claro que eles ficaram um bocadinho surpreendidos, mas nem tanto. Eles já sabem que, quando meto uma coisa na cabeça, não vale muito a pena tentarem convencer-me do contrário. Por isso, eles só ficaram muito felizes. A minha família já sabia que eu queria voltar a trabalhar, porque, depois do programa, fiquei sem trabalhar até agora. Ou seja, só trabalhava com as redes sociais. Então, ficaram contentes por mim. Eles já sabem que eu estou sempre à procura de uma nova oportunidade.
Como foi o momento de despedida?
Não houve muitos momentos de despedida. Pptei por quase não me despedir de ninguém. Achei que esses momentos de despedida iriam tornar a situação muito mais pesada do que aquilo que ela é. E, se calhar, um bocadinho mais stressante do que aquilo que eu queria que fosse. Então, optei apenas por dizer no geral. Algumas pessoas até acabaram por descobrir mesmo no momento em que eu já estava cá. Achei que seria melhor assim.
Está a viver com Patrícia?
Sim. A Patrícia mudou de casa, porque eu vinha para cá. Então, passámos os dois para um apartamento maior. Estamos a viver os dois juntos. A oportunidade de trabalho foi-me dada por ela e eu agradeço imenso à Patrícia pela oportunidade que ela me deu de vir trabalhar com ela. A Patrícia trabalha numa creche. É educadora na creche há mais ou menos três anos, penso eu. Então, agradeço-lhe imenso o facto de ela me ter convidado para vir trabalhar com ela. E ela sabe que é só o início, por isso é que ela está dar-me esta ajuda. Eu não falo nada francês. Estou a aprender agora. Sei perfeitamente quais são os meus objetivos. O caminho faz-se caminhando e esta é só a primeira fase da minha vida aqui em Paris.
O que está a fazer atualmente?
Estou mesmo na creche. Para já, estou na lavandaria. Tenho muitos portugueses comigo. Assim, é mais fácil para trabalhar e para aprender francês com eles.
Nestes primeiros dias, o que tem sido mais fácil e mais difícil?
Sinceramente, tem sido tudo muito fácil, tirando o francês, que, às vezes, não consigo perceber tudo. Mas tem sido tudo fácil... Consigo movimentar-me bem com os transportes, com a vinda para o trabalho, com as compras... Parece que não foi uma mudança assim tão, tão grande. Também acho que ainda ainda estou muito no início do processo. O meu cérebro ainda pode pensar que isto são só mais umas férias em Paris. Talvez daqui para a frente a resposta seja diferente e já haja mais coisas difíceis, mas, para já, está tudo bem fácil.
Imagina-se a regressar a Portugal ou acredita que esta nova fase que acaba de iniciar é para durar?
No momento em que decidi que vinha para Paris, imaginei: 'Ok, tenho 25 anos. Vou aproveitar agora. É agora ou nunca'. Imaginei que pudesse ficar aqui até aos 30. Mas, como não sei o rumo que a minha vida vai levar aqui e como já imagino tudo aquilo que posso conseguir fazer a partir do momento em que falar francês, já estou disposto a praticamente tudo. Agora, ficar para sempre? Para já, não me consigo imaginar a viver aqui para sempre, mas, sim, regressar a Portugal daqui a uns anos. Sejam cinco, oito, dez... Não sei. Só o tempo dirá.
Está feliz?
Sim. Em geral, só tenho agradecer à Patrícia pela oportunidade de vir trabalhar com ela. Vai ajudar-me na minha estabilidade, principalmente financeira, e também a conseguir aprender a língua. Assim que isso estiver arrumado, assim que já conseguir falar minimamente ou perto do fluente, sei bem aonde quero chegar. Sei qual é o meu objetivo aqui em Paris. Sei que é possível e como chegar lá. Pode ser que, daqui a um ano, imagino eu, a minha vida volte a mudar. Sou um bocado assim: se a minha vida tiver de mudar muitas vezes, que assim seja. Desde que seja para melhor, está tudo bem.
E aonde quer chegar?
Não vou dizer... A inveja e o mau olhado são pesadíssimos e só quero boas energias para que tudo dê certo [risos].
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