Este Natal vai ser diferente, o primeiro Natal como noivo...
É verdade! Não vai ser diferente, porque já estamos juntos há cinco anos. Agora, é giro sempre que há almoços de família o tema é sempre esse e é sempre uma diversão!
Já estão um bocadinho cansados de falar disso ou não?
Nós, não! Falamos muito disto em família, claro, e com amigos. Mas, tirando o nosso círculo mais próximo, não temos falado muito, queremos manter isto uma coisa muito nossa e estamos a aproveitar muito esta fase bonita do noivado sem pensar em nada. Por agora, estamos só a viver o momento!
O casamento é para o ano?
Em princípio, será, sim. Ainda não temos data, mas não será uma coisa muito grande. Será para família e amigos mais próximos. Será uma coisa muito intimista. Será pela igreja, porque sou católico e a minha educação assim o pede. Tenho muito orgulho em ter tantos familiares mais velhos que vão estar presentes e que vão estar felizes por este momento, porque eu acabo por ser o único homem da família. Desde a altura da minha mãe e da minha tia só nasceram mulheres na família (risos). Os homens vêm sempre por acréscimo e, portanto, eu sou o único homem de sangue que existe na família e, portanto, havia muito esta sede de toda a família, de ver o benjamim a casar-se.
Sentiu essa pressão, porque, às vezes, após alguns anos de relação, as pessoas começam a questionar quando é o casamento?
Não, de todo. E acho que, hoje em dia, também já não se sente tanto isso. Tantos casais que estão juntos de 30 ou 40 anos e nunca chegam a casar. Não era o que eu queria, porque, desde pequenino, sempre quis casar-me, sempre tive este sonho. A única coisa que faltava era encontrar a pessoa certa. Graças a Deus, consegui encontrá-la!
E o pedido de casamento foi muito pensado?
Foi o dia mais nervoso da minha vida. Foi em Madrid! Não queria que fosse em Portugal, por uma simples razão: nós valorizamos tanto Portugal e conhecemos tanto de Portugal, estamos sempre a publicitar tanto o nosso país que, se eu levasse a Bia a qualquer lado em Portugal, ia ser mais uma das nossas viagens em Portugal. Ou seja, queria que fosse diferente para ficar na memória. Então, aproveitámos uma viagem de trabalho, fomos a Madrid e, como a Bia é princesinha, escolhi o Palácio de Cristal, nos Jardins do Retiro. Eu já tinha tudo pensado. Fui escolher o anel com a minha mãe e tinha-o no bolso, tive-o no bolso o dia todo e, quando chegou o momento de o tirar do bolso, não saía, porque a caixa era do tamanho do bolso - os bolsos interiores do casaco - e não saía e Bia a perguntar. 'Mas o que é que estás a fazer?' (risos) Eu disfarcei: 'Tenho aqui uma comichão'. E, depois, lá saiu e eu ajoelhei-me e foi clássico! Foi com o joelho no chão e pedi-a em casamento e a Bia disse que sim e ficou muito contente!
