Os ataques terroristas do dia 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, nas torres gémeas do World Trade Center, aconteceram há precisamente 24 anos. Uma data que Sandra Felgueiras fez questão de assinalar, nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira.
"24 anos depois recordo o preciso instante em que vi este avião embater na torre sul. Era uma da tarde. O 'Jornal da Tarde' tinha acabado de entrar no ar. Quando vimos as imagens iniciais, todos pensámos que tinha sido um acidente. A torre norte tinha acabado de ser cortada a meio por um avião. Mas, de repente, tudo mudou. A torre sul foi também atingida exatamente da mesma forma e, aí, as dúvidas desapareceram. Não há coincidências", começou por escrever a jornalista.
"Um misto de terror e medo instalou-se na redação da RTP, que ainda ficava na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa. Gritámos, corremos, ligámos para o gabinete do Primeiro-Ministro António Guterres e percebemos que ninguém sabia o que mais poderia acontecer. O coração da América tinha sido despedaçado em direto", continuou.
"E depois? Seríamos nós? A Europa? Quem mais estaria na lista dos alvos daqueles terroristas Recordo-me, como se fosse hoje, que liguei aos meus pais e aos meus melhores amigos a dizer que os adorava. Na verdade, estava a despedir-me. A ideia que estava no ar era de que o mundo, tal como o conhecíamos, iria acabar dentro de poucas horas. A Europa entrou em alerta global. E, na verdade, o mundo acabara de mudar para sempre. Não, felizmente, como cheguei a imaginar. Mas mudou", referiu, ainda, Sandra Felgueiras.
"Convém não esquecer de onde veio o terror. Muito menos as motivações e o ódio que alimentam células criminosas que crescem no meio de nós, simplesmente porque toleramos o inadmissível. A vida em sociedade exige respeito por todos, amor ao próximo, bom senso. Quando sentirmos que nos ameaçam a democracia, esta forma de vida que nos garante a liberdade de sermos o que quisermos, temos de saber reagir. Não exigir. Cada um de nós é responsável por impor bondade à maldade. Por não permitir que o mal progrida. Um dia foi na América, amanhã poderá ser perto de nós", rematou a pivô.
Veja, agora, a publicação de Sandra Felgueiras.
