Sandra Felgueiras tem estado no terreno a acompanhar os efeitos do mau tempo e, no Instagram, partilhou um desabafo acerca do que tem vivido nos últimos dias.
"O terreno é onde melhor cumpro a missão que entreguei a mim mesma quando decidi reportar. Contar as histórias que fazem o presente e que marcam o futuro. Comunicar com palavras e imagens o que só vendo se acredita.
O sorriso na cara foi apenas de teste, antes da emissão do Jornal Nacional arrancar. Por dentro, o meu semblante não ria. Estava como sempre, sereno, perante a agrura de tudo o que nos rodeava", começou por escrever a jornalista da TVI.
"Só quem está seguro de si pode narrar com lucidez o que vê à sua volta. E hoje vi muito. Não caímos numa ribeira na qual se transformou um caminho de um momento para o outro porque ainda havia luz ou simplesmente porque Deus não permitiu. Acredito que a verdade está em ambas. A fé dos homens ajuda a derrubar monstros e medos. Mas a razão que nos assiste e diferencia como humanos obriga-nos a perguntar porquê. Não chega prevenir nem avisar", considerou Sandra Felgueiras.
"Vivemos no século XXI, numa altura em que o país e o mundo já assistiram a milhares de catástrofes. O Mondego não deveria ceder. As margens têm de ser seguras. As autoestradas não podem ruir. Os planos de recuperação e contingência estavam todos feitos. Quem não os cumpriu?", questionou a jornalista sobre a rotura do dique no rio Mondego e o abate da A1.
"A próxima missão é descobrir a verdade que ainda não se vê por entre o lamaçal", rematou Sandra Felgueiras.
