Ruben Rua concretizou um sonho, ao marcar presença no festival Burning Man, que se realiza, anualmente, no deserto do Nevada, nos Estados Unidos da América.
Porém, a certa altura, o apresentador sofreu um acidente de bicicleta, mas nem a ligadura na perna o impossibilitou de se divertir.
"Escrevo ainda a tentar integrar tudo o que aconteceu na última semana no deserto do Nevada. Em todas as vidas que já abracei nestes 38 anos, atrevo-me a afirmar que o Burning Man terá sido, porventura, a experiência mais extraordinária do meu tempo", começou por escrever Ruben Rua, no Instagram.
"Foi duro. Uma bofetada da natureza em forma de chuva, com tempestades intensas e inesperadas. Curvas de dificuldade numa linha reta, onde permaneci 18 horas à espera que a aventura se iniciasse. Um trajeto que se revelou mais traiçoeiro no acidente de bicicleta que se seguiu, somando dois ou três imprevistos dignos de uma história de superação. Nesta narrativa de contornos 'fabulásticos', apesar de me sentir merecedor como personagem, estou longe de ser o herói. Atribuo esse papel a todos os que se cruzaram comigo e me ajudaram nos momentos mais exigentes, quando o sol parecia não chegar e a esperança vacilava", continuou.
"Foi épico. O Burning Man recordou-me o que já sabia e que jamais posso esquecer: mesmo depois dos momentos mais escuros, o sol volta a brilhar. Forte, quente e radioso. O chão que outrora foi pura lama ganha rigidez, tornando-se sombra perfeita dos sonhos de todos os que cruzam o deserto com amor e criatividade. Foi especial. Ao assistir a um concerto com um piano suspenso no ar, repetia para mim mesmo: 'Tudo é possível'. Tentava expandir ainda mais os meus sonhos e objetivos. Neste momento de incerteza profissional, desejava, do lugar mais profundo do meu ser, desbloquear o meu verdadeiro potencial numa realidade onde, tal como o piano naquele céu rosa-azulado, conseguisse ser e fazer. Sem limites. Rompendo os que tantas vezes me tentaram impor ou fingiram não ver", escreveu ainda.
"No Burning Man fui feliz, porque fui absolutamente livre — condição inegociável da minha existência. E assim continuarei o meu caminho, na certeza de que, tal como a estrutura de madeira que arde no último dia, uma parte de mim também se transformou. Qual fénix de verdade e ambição? Não em ter, mas em ser. Em fazer. Desconheço os tempos que se avizinham… mas estou seguro de que, tal como as exigentes peripécias e presentes divinos desta semana, tudo chegará. No tempo certo.
Sem limites… Tudo é possível. Tudo é possível. Tudo é possível", rematou.
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