Grávida, Rita Matias é arguida em processo por difamação agravada e incitação ao ódio
O Parlamento levantou a imunidade parlamentar de Rita Matias em processo por alegados crimes de difamação e incitação ao ódio.
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Ana Albernaz
- 18 jul, 16:04 com Lusa
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A Assembleia da República aprovou na sexta-feira, dia 17, por unanimidade, o levantamento da imunidade parlamentar da deputada do Chega Rita Matias, permitindo que seja constituída arguida e interrogada no âmbito de um processo que investiga alegados crimes de difamação agravada e incitação ao ódio e à violência.
A decisão surge numa altura em que a deputada, de 27 anos, vive também um momento marcante na esfera pessoal: Rita Matias está grávida e o nascimento de Santiago, que será o primeiro filho da deputada e do marido, Hélio Filipe, está previsto para breve.
O processo está a correr no Tribunal Central de Investigação Criminal (TCIC). No pedido enviado ao Parlamento, não é identificada a pessoa que apresentou a queixa, sendo apenas referido que a deputada deverá ser constituída arguida e posteriormente interrogada pelo Ministério Público.
No passado dia 8 de julho, Rita Matias comunicou formalmente à Comissão Parlamentar de Transparência que não se opunha ao levantamento da imunidade parlamentar "para os devidos efeitos".
Segundo o documento remetido pelo TCIC, estão em causa alegados crimes de difamação agravada, com publicidade e calúnia, bem como um alegado crime de discriminação e incitação ao ódio e à violência. Este último é punível com uma pena de prisão que pode ir até aos cinco anos.
Até ao momento, a deputada não prestou novas declarações públicas sobre o caso.
