Ricardo Monteiro dá voz à personagem Taka, no filme "Mufasa: O Rei Leão", da Disney, e a SELFIE esteve à conversa com o ator sobre este desafio especial.
Fale-nos do peso da responsabilidade por participar num projeto como este.
É gigante porque, além da saga do "Rei Leão" ser um clássico da Disney com 30 anos, esta prequela conta a história que ninguém sabe. E a minha personagem tem um papel central nisso. Eu diria mesmo que mudou a minha perspectiva sobre a saga e fez-me questionar algumas crenças pessoais.
Era fã do filme?
Claro!
Tem já uma vasta carteira de dobragens. Algum dia imaginou emprestar a sua voz a tantas personagens?
Honestamente, não. Mas, a dada altura, passou a ser um objectivo, deixar um legado para a indústria, para a comunidade negra em Portugal e, claro, para os meus filhos.
Gosta de se ouvir nos filmes?
Sou muito crítico e penso sempre que "aqui e ali" poderia ter feito melhor. Mas aprendi a gostar.
Dobrar ou representar, qual prefere?
É quase a dualidade emocional de ser pai de dois filhos. Qual amo mais? São amores distintos, mas imensos. Na dobragem, tenho de perceber a intenção original e se se aplica à nossa realidade e à forma como interagimos em sociedade. Na representação isso não existe, mas tudo o que faço tem de ser verosímil. E isso é um desafio. Eu tenho de ver e esquecer que estou numa obra de ficção ou em palco. Amo ambas!
Por falar em representação, integra, agora, o elenco da novela "A Fazenda", da TVI. Como têm corrido as gravações?
Muito bem! Gravo uma vez por semana, em média, mas cada vez que chego aos estúdios sinto sempre que estive lá no dia anterior. Muito bom ambiente entre toda a equipa.
Com quem mais contracena?
Com o Nuno Lopes e com a Rita Cruz.
O que vai trazer, entretanto, a sua personagem à história?
O Cassoma, que é advogado, não é má pessoa. Tem, a dado momento, boas intenções, mas depois... E cria problemas!
Agora que o ano está a terminar, quais são os seus desejos, pessoal e profissional, para 2025?
Pessoal: quero muito continuar a encontrar a paz interior para a qual tenho vindo a trabalhar. No que diz respeito ao campo profissional, gostaria de trabalhar em mais produções televisivas, mais teatro e mais formação.
