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Caso Renato Seabra: levantadas suspeitas sobre testemunha crucial do processo

Neuropsicólogo contrariou o diagnóstico de, pelo menos, 16 médicos.

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O caso que envolve Renato Seabra e Carlos Castro continua a fazer correr muita tinta. No programa "Portugal Criminal", emitido pela SIC, foi revelado que, em 2013, o jornal The New York Times lançou uma investigação que levanta suspeitas sobre a imparcialidade de William Barr, o neuropsicólogo escolhido pela acusação no julgamento do jovem de Cantanhede.

"O jornalista Russ Buettner revela que William Barr foi contratado pela acusação mais de 100 vezes em 13 anos, defendendo sempre a tese da procuradoria de Manhattan e que há um padrão nos seus testemunhos. O artigo enumera vários casos em que o neuropsicólogo defendeu que os arguidos exageraram sintomas e agiram por raiva, tal como argumentou no caso de Renato Seabra. Foi esta a sua posição, mesmo em casos de arguidos diagnosticados e medicados há anos", ouviu-se no referido formato.

"No caso de Renato Seabra, William Barr contrariou o diagnóstico de, pelo menos, 16 médicos e até o manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria. Chegou a dizer que estava em revisão e que iria incluir mudanças que sustentavam a sua posição. Até hoje, essas mudanças não se verificaram", foi, ainda, dito.

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