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Agoniante: o que Carlos Castro disse a Renato Seabra mesmo antes de ser morto!

O inspetor que interrogou Renato Seabra recorda as palavras que Carlos Castro disse ao modelo no momento do crime.

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O homicídio de Carlos Castro volta a ser assunto, na sequência do programa "Portugal Criminal".

No formato da SIC, foi exibida uma entrevista concedida por Rick Tirelli, na qual o inspetor responsável pelo caso lembra o interrogatório feito a Renato Seabra, no Hospital Bellevue, no dia seguinte ao assassinato do cronista.

"O Sr. Seabra começou a ter dúvidas e muitas questões sobre ele próprio, sobre se ainda era homossexual ou se queria continuar a sê-lo. Ele e o Sr. Castro acabaram por discutir. Ele queria ir para casa. O Sr. Castro disse-lhe que já lhe tinha comprado uma passagem de volta. No entanto, ele não acreditou. Achava que ele estava a mentir-lhe", conta o atual consultor técnico policial de séries criminais, que foi, durante 30 anos, inspetor de homicídios de Nova Iorque.

Renato Seabra matou Carlos Castro, a 7 de janeiro de 2011, no quarto número 3416, localizado no 34.º andar do Hotel InterContinental, em Manhattan. "Começaram a discutir e, nesse momento, ele aproximou-se por trás, agarrou-o por trás e começou a estrangulá-lo por trás. Derrubou-o com tanta força que, quando o Sr. Castro caiu no chão, disse: 'Partiste-me o braço, partiste-me o braço'. Depois, foi buscar um saca-rolhas e começou a esfaqueá-lo com ele, repetidamente. Em seguida, usou o saca-rolhas para lhe cortar os testículos. Depois, calçou um par de ténis Nike e começou a pisá-lo. Pisou-o repetidamente. A seguir, pegou no monitor de um computador e bateu-lhe com ele na cabeça. Depois, cortou os próprios pulsos mas, ao que parece, não suficientemente fundo. Em seguida, tomou um duche, vestiu-se, pôs um fato preto e uma gravata roxa, pegou no seu casaco cinzento e saiu do hotel", descreve Rick Tirelli.

Segundo o mesmo homem, o modelo "disse que tudo aquilo durou cerca de uma hora, uma hora e meia, em que o espancou e o torturou". "Ele sentia que já não queria ser homossexual e que tinha demónios dentro dele e que a única forma de se livrar desses demónios era fazer aquilo ao Sr. Castro", recorda ainda.

Atualmente com 36 anos, o modelo foi condenado a uma pena de 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua. Renato Seabra permanece nos Estados Unidos.

O cronista tinha 65 anos.

Veja, agora, vídeos sobre o caso de Carlos Castro e Renato Seabra.

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