Festa é Festa

Ator de "Rabo de Peixe" preso em Cabo Verde: "Ser separado da família foi um terror"

O ator Luís Oliveira viveu uma situação complicada durante umas férias em família.

Luís Oliveira
Luís Oliveira

O ator português Luís Oliveira foi detido em Cabo Verde.

Conforme relatou o ator conhecido por participar em novelas como "Festa é Festa", assim como pela série da Netflix "Rabo de Peixe", a detenção deveu-se ao facto de ter consigo um canivete para descascar fruta.

Luís Oliveira foi detido no aeroporto da cidade da Praia, em Cabo Verde, após umas férias em família, quando se encontrava com a mulher, Elsa Alves, e os filhos de um e cinco anos, prestes a embarcar para Portugal.

No momento da passagem pelos seguranças, um deles encontrou o canivete e a situação ganhou contornos inesperados para o ator. Em Cabo Verde, um canivete é considerado uma arma branca e ter uma na sua posse é considerado crime.

"Mediram o canivete e totalmente aberto continha 8 centímetros. O segurança chamou a polícia alfândegaria, esta chegou de uma maneira rude, afastou a Elsa e os meninos e perguntou-me de quem era o tramado do canivete e eu, prontamente, respondi: 'É meu'", relatou o ator, acrescentando: "Aí começou o pesadelo."

"O tramado do canivete foi levado até ao graduado de serviço e eu separado da minha família. Sim, separado como se de um filme se tratasse. Eles decidiram voltar para Portugal e bem, e eu, o criminoso fui levado para uma sala do aeroporto aguardando a Polícia Nacional. Deram-me ordem de detenção", explica Luís Oliveira que telefonou para a embaixada de Portugal em Cabo Verde e conseguiu que o ajudassem com a resolução da situação, não sem antes ser transportado por "três polícias" para a esquadra de Palmarejo, na cidade da Praia: "Passei os meus dados pessoais, tiraram-me os atacadores dos sapatos, informaram que não davam refeições a reclusos e fui levado para a uma sala para conversar em privado com o meu advogado. Seguimos para o edifício da investigação criminal para uma sessão fotográfica de recluso e depois para o tribunal onde aguardei pela sentença numa sala de mais ou menos 10 metros quadrados, sem bancos, com um buraco para necessidades e com 20 colegas."

"Sim, colegas, porque eu era um recluso como eles", relatou o ator, sem perder o bom humor: "Rimo-nos do tramado canivete e emocionei-me com histórias de pessoas presas há mais de 10 anos. Eu estive horas. Nem imagino anos."

"Estar preso não foi fixe. Ser separado da família foi um terror, mas ser preso por um tramado de um canivete foi, é, história para contar aos meus netos", rematou o ator.

 

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