Amiga de Pinto da Costa, Zulmira Garrido comentou as mais recentes declarações de Alexandre Pinto da Costa, filho do falecido antigo presidente do FC do Porto, nas quais o empresário alega que se afastou do dirigente desportivo, mas não do pai e que esteve ao lado deste até aos últimos dias.
"Nunca foi o dinheiro ou os bens materiais que me moveram no apoio que dei ao meu pai nos momentos em que ele mais precisou de mim enquanto filho. Não foi o dinheiro ou os bens materiais que me moveram nos desacordos que tive com o presidente do FC Porto por ele estar tão mal acompanhado nos últimos anos da sua presidência. Quando alertei frontal e diretamente os perigos que corria pelas escolhas erradas, eu posteriormente, de livre vontade, afastei-me do presidente, não do meu pai, pois desse estive sempre presente quando ele de mim necessitava", afirmou Alexandre Pinto da Costa ao receber uma homenagem póstuma ao pai.
Zulmira Garrido, ex-mulher do treinador Jesualdo Ferreira que durante muitos anos esteve a comandar a equipa dos dragões, veio, agora, comentar as declarações no programa "Passadeira Vermelha", da SIC, e não conteve a frustração.
"O Alexandre vir agora dizer que esteve sempre ao lado do pai nos momentos mais difíceis, a mim dá-me vontade de rir. É ridículo. Esteve anos e anos de relações cortadas com o pai, aproximou-se agora já na fase final e foi até mais por vontade do pai, que não queria partir de relações cortadas com o filho", afirmou Zulmira Garrido.
A empresária afirmou, ainda: "Pinto da Costa não pode deserdá-lo, mas há muitas maneiras de contornar essa situação. Não estou nada contra isso e, se fosse o Pinto da Costa, tinha feito exatamente a mesma coisa."
Zulmira Garrido afiançou também ter lidado com o antigo dirigente portista "quase até aos últimos dias" e garantiu: "É falso que não estivesse na posse das suas capacidades. Ele estava lúcido."
Recorde-se que, há uma semana, Alexandre Pinto da Costa interpôs uma ação contra a viúva do pai, Cláudia Campo, e exige 3,7 milhões de euros. O filho de Pinto da Costa considera estranho o facto de o pai ter redigido o testamento, em casa, apenas três dias depois de ter tido alta hospitalar, em dezembro passado, e de só ter deixado aos herdeiros seis quadros e um apartamento T1, e ter deixado as contas praticamente a zero.
