Pinto da Costa recandidatou-se à presidência do FC Porto para cumprir dois desejos - ver construída a academia do clube e ver o clube vencer mais um título europeu - , mas acabaria por perder as eleições.
Em entrevista exclusiva ao "Jornal Nacional", da TVI, Pinto da Costa garantiu que tinha tudo planeado para, ganhando as eleições, se demitir e provocar eleições um ano depois, até porque tinha sido diagnosticado com cancro.
Sandra Felgueiras questionou: "Arrepende-se de ter saído pela porta pequena?"
Pinto da Costa, que luta contra um cancro há quase três anos, afirmou perentório: "Não! Até podia perder por 99%! Para mim, o que contava era a minha consciência e eu não queria ver cair o centro de estágio ou ver cair o Sérgio [Conceição]."
Na primeira parte da entrevista, que foi transmitida na emissão deste domingo, dia 25, do "Jornal Nacional", da TVI, Pinto da Costa assumiu que não tem medo da morte: "Não me assusta! É inevitável. Se eu tiver medo, o que ganho com isso?".
"A única coisa que temos certo quando nascemos é que, um dia, vamos morrer. Tomara eu que os meus filhos e os meus netos durassem, pelo menos, até aos 86 anos. Isso é uma coisa natural... O final de uma vida. A vida tem sempre fim. Espero que o meu não seja já, já, já, porque ainda quero ver muitas coisas", afirmou ainda Pinto da Costa, enumerando: "Quero ver os meus netos crescer, quero ver o FC Porto ganhar, quero conviver com os amigos... Ainda vou dar-lhe outra entrevista [risos]!".
