Em Portugal, para uma nova leva de concertos, Pedro Sampaio recebeu a SELFIE no respetivo camarim e fez algumas revelações surpreendentes.
Qual é o segredo do seu sucesso?
Não sei qual é o segredo. Talvez seja a verdade, a conexão. A cada ano que venho a Portugal, sinto que são mais pessoas envolvidas, o público aumenta e nós conseguimos conquistar novos objetivos. Acho que isso acontece, porque as pessoas se conectam e sentem verdade no meu trabalho.
Têm milhões de fãs. Muitos deles são ainda crianças. Isso deixa-o orgulhoso?
Muito orgulhoso. Sou agradecido por todos os concertos que têm muitas famílias e muitas crianças. Agradeço a cada família por ter confiado em mim, na minha música e ter trazido os filhos. Eu sei que as crianças são um público que consome muito o meu trabalho. Fico muito feliz, porque o amor das crianças é o mais puro que existe.
O início da sua carreira não foi fácil, como já revelou em algumas entrevistas. Alguma vez pensou em desistir?
Acho que nunca me passou pela cabeça desistir. Tive momentos de altos e baixos, tive muitas dúvidas na minha cabeça, mas, no fundo, sempre tive a certeza daquilo que sou, sempre acreditei em mim. Isso nunca me fez desistir!
O que diria ao Pedro de antes, ainda jovem, que tentava encontrar o respetivo lugar no mundo da música?
Diria que está a valer a pena e diria que ser-se artista não é uma coisa só. É preciso ser mil coisas ao mesmo tempo. Não só relacionadas com a arte, mas também com a criatividade e outras áreas. Às vezes, os artistas nem imaginam, mas é muito importante. Aliás, tenho a certeza que, se hoje estou aqui, é porque sou multifacetado, plural.
E novidades? O que nos pode contar?
Na minha vida, tudo acontece de uma forma muito rápida, a minha vida é uma caixinha de surpresas. Posso dizer uma coisa agora e amanhã mudar tudo. Mas estou muito focado em fazer com que o funk se torne numa coisa global. Estar aqui em Portugal, como tenho estado, é mais um passo.
O que gostaria, ainda, de fazer?
Gostaria de fazer músicas com pessoas de outras línguas. Como sou produtor, encanta-me criar batidas e músicas com pessoas de outras línguas. Gostaria de lançar uma música com algum artista indiano, por exemplo, para tornar a música mais global.
