A SELFIE esteve, entretanto, à conversa, em exclusivo, com o repórter sobre o próximo passo que vai dar na carreira.
Que balanço faz destes anos no crónica criminal com a Cristina Ferreira, a Maria Botelho Moniz e o Cláudio Ramos?
O trabalho que desenvolvi com o Cláudio Ramos, a Maria Botelho Moniz e com a Cristina Ferreira, tanto no "Dia de Cristina", como no "Dois às 10", foi muito positivo. Independentemente de eu já ter experiência no jornalismo, não tinha nesta vertente criminal. Quando cheguei à TVI, proveniente da CMTV, tive alguma dificuldade em perceber aquilo que era pretendido. Era jornalismo, mas dentro do entretenimento, e, só por isso, havia regras diferentes do jornalismo puro e duro, no qual só temos de relatar factos, factos, factos. A Maria, o Cláudio e a Cristina deram-me sempre dicas daquilo que pretendiam, para depois também ser comentado em estúdio. Além disso, davam sempre propostas para os temas que eram abordados. Acho que foi uma colaboração muito bonita, feita em equipa, que eu levo para o resto da minha vida. Senti sempre uma grande ajuda da parte deles. Mesmo quando era para me darem na cabeça [risos]. Foi muito bom!
Criou muitos amigos na equipa do "Dois às 10". Qual o sabor da despedida?
É verdade, fiz grandes amizades na equipa do "Dois às 10". Muitas vezes, acabámos por estar juntos fora do ambiente de trabalho, como aconteceu, por exemplo, no passado fim de semana. A despedida custa muito... e eu que detesto despedidas. Ontem, foi um dia de algum choro da minha parte, por sentir que não os vou ter presentes na mesma medida que estavam até agora. Mas quando a amizade é verdadeira, as pessoas não se afastam, simplesmente estão um pouco mais longe umas das outras. Acredito que, ali, fiz amigos para a vida e que considero quase família.
Quando vai revelar o próximo passo? Mantém-se por perto? É em televisão?
O próximo passo já está mais do que definido. Só ainda não quero divulgar por uma questão de superstição. Acho que é mais por aí. Mas, sim, é um desafio que fica muito perto [risos]. Sinto-me muito confortável, no que diz respeito a ser algo que já fiz, mas numa outra dimensão. Estou muito entusiasmado com aquilo que está prestes a chegar. Muito em breve, vão perceber o que é. Não me desvio muito do caminho que tenho levado até agora. Mas eu precisava desta mudança! Essencialmente, é isso. Precisava de um novo desafio, de voltar a aprender, de voltar a tentar coisas novas. Na próxima terça-feira, dia 5, começam a perceber o que será. Saí do "Dois às 10" por decisão própria, por mim. Aos 32 anos, não queria sentir que já tinha feito tudo e que agora era só manter. Não faz parte de mim acomodar-me às coisas. Por isso é que fui à procura e a direção deu-me a mão. Estendeu-me a mão e disse: "Queres? Então, vamos lá criar condições para seguires em frente e tentares coisas novas". Só tenho a agradecer a forma como tudo isto aconteceu e como, mais uma vez, me deram oportunidades. Saí a bem com toda a gente!
