O Governo português vai enviar uma equipa para Moçambique, que inclui elementos da Polícia Judiciária e do Instituto de Medicina Legal, para acompanhar as investigações à morte do português Pedro Ferraz Reis, administrador do banco moçambicano BCI, um falecimento que continua envolto em mistério.
De acordo com o site ECO, Pedro Ferraz Reis era administrador financeiro do BCI, o banco em Moçambique detido pela Caixa Geral de Depósitos (que controla mais de 61%) e pelo BPI (35,67%). Desde 2013, o administrador integrava a comissão executiva daquela instituição financeira, uma das principais do país.
Segundo esse portal, a carreira de Pedro Ferraz Reis esteve sobretudo ligada ao BPI, já que, por exemplo, entre 1995 e 1996, exerceu o cargo de assessor do CEO no Banco de Fomento e Exterior, que viria a ser adquirido anos mais tarde pelo BPI.
Aí, Pedro Ferraz Reis exerceu as funções de analista e sub-diretor do Departamento de Corporate Finance, responsável pelas operações de M&A, Structured and Project Financing, até 2004. Nesse ano, transitou para a área de marketing, enquanto diretor-geral adjunto, onde esteve nove anos - antes de ir para Moçambique em 2013.
Paralelamente, entre 1998 e 2007 foi professor assistente na Universidade Católica Portuguesa e entre 2010 e 2015 foi presidente da comissão executiva da associação Alumni Association of Universidade Católica Portuguesa e também membro do conselho consultivo da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Católica Portuguesa (Porto).
Pedro Ferraz Reis era licenciado em administração de empresas pela Universidade Católica Portuguesa, onde também tirou um mestrado em Finanças.
