Entrevistas

Pedro Crispim fala sobre decisão importante: "Uma questão de prioridades"

Em conversa com a SELFIE, Pedro Crispim falou sobre uma parte importante da respetiva vida.

Foi no "Big Brother 2020", da TVI, que Pedro Crispim deu início a uma nova aventura profissional, a de ser comentador de reality shows. Porém, o "rei da bobage" já era conhecido pelo respetivo trabalho em moda, quer como manequim, quer como stylist.

Em conversa com a SELFIE, o alentejano falou sobre aquilo que lhe garante "uma certa estrutura a todos os níveis há alguns anos", mesmo quando não está num determinado projeto televisivo, que é o facto de ser consultor criativo.

"Tanto em televisão como na moda, é tudo uma questão de adaptação e de navegar nestes mares de realidade que vão surgindo", começou por nos dizer.

"Houve uma altura em que eu vestia muitas caras conhecidas, como Ana Rita Clara, Maria Botelho Moniz, Liliana Campos, Ruy de Carvalho, Raquel Strada, entre outros, para campanhas, programas de televisão, guarda-roupa de publicidades, editoriais, passadeiras vermelhas, eventos. Depois, fui percebendo, também, onde é que o meu tempo e o meu esforço tinha mais efeito. E, acima de tudo, onde é que eu tinha um retorno maior. Percebi que a consultoria criativa de coleções de calçado, de roupa, de fardamentos, de produções de clínicas estéticas, de unidades hoteleiras ou de restauração, era algo que me dava uma certa estrutura a todos os níveis. E sou sincero, aquilo que me fazia sentido há uns anos já não me faz agora", continuou.

"Recentemente, fiz o styling de uma produção fotográfica protagonizada por um modelo da agência que também me representa, a Face Models. Mas fí-lo porque o modelo em causa é meu amigo. As minhas prioridades também mudaram e, na realidade, está tudo muito certo. Já não me apetece andar a carregar roupa de um lado para o outro, entrar e sair do carro constantemente, montar e desmontar charriots, ir de loja em loja buscar e, não menos importante, devolver as peças, ter a preocupação de ir para as lavandarias... Este é o trabalho de um stylist e repeti este processo durante muitos anos. Era a minha rotina. Hoje em dia, é algo que não me apetece fazer regularmente. Faço-o quando faz sentido, porque, num determinado momento da minha vida, sentia-me a andar às voltas em círculos", confidenciou.

"Portanto, sou muito mais seletivo, exatamente por isso, por uma questão de prioridades. Aceito um desafio desses quando me diverte, quando se trata de um cliente antigo ou de um amigo", afiançou Pedro Crispim.

"Falo, também, por exemplo, das rubricas de moda que tive em televisão: as pessoas podem não ter essa noção, mas a rubrica não se baseava apenas no momento em que eu surgia na emissão. Tinha de pesquisar, pedir autorizações, ir às lojas, levantar a roupa. Depois, contratar os manequins, vesti-los, arrumar a roupa, voltar a meter no carro, ir às lavandarias e devolvê-la. Um pormenor que tornava isto ainda mais complexo: os showrooms das marcas não ficam todos na mesma zona. Então, acho que é um bocadinho um caminho natural das coisas. Tem que ver com a experiência", rematou.

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