No jornal Desportivo de Guimarães desta semana, Pedro Chagas Freitas escreveu um artigo de opinião sobre a polémica que opõe Carolina Deslandes aos adeptos do Vitória Sport Club.
No Instagram, o escritor partilhou o artigo e começou por frisar: "Há já algum tempo, a Carolina Deslandes disse, escreveu, algo que magoou muito os adeptos do Vitória Sport Clube. Falou em racismo, transformou a paixão deles numa ofensa. Não interessa se foi intencional, se foi descuido, se foi apenas a maneira de transformar um episódio concreto numa lição geral. Interessa-me só a violência que aconteceu no choque de duas paixões imensas: a de uma cantora que vive da entrega, da alma exposta; e a de uma massa de adeptos que vive da fé no relvado, da fidelidade sem cálculo."
"A Carolina Deslandes não sabe ser morna. Nunca soube. Nem quando canta, nem quando escreve, nem quando fala", considerou Pedro Chagas Freitas, antes de acrescentar: "Os adeptos do Vitória também não sabem ser mornos. Nunca souberam. Nem quando cantam, nem quando insultam, nem quando erguem bandeiras."
Assumindo perceber e sentir "os dois", Pedro Chagas Freitas confessou: "Não aguento a ideia de que não consigam ver que são iguais. Iguais na intensidade, iguais no modo como se atiram de cabeça, na maneira como vão inteiros para tudo o que fazem."
No final, Pedro Chagas Freitas pediu "empatia" e deixou um apelo a ambas as partes: "Carolina Deslandes e os adeptos do Vitória não são inimigos; são cúmplices. Pode ser que um dia saibam disso. Seriam (muito) mais felizes."
