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Indignado, Pedro Chagas Freitas: "É mentira. É um carrossel nojento"

Numa publicação no Instagram, Pedro Chagas Freitas mostrou-se indignado com a forma como o futebol nacional tem sido gerido nos últimos anos.

"Quatro dos titulares do Qarabag que ganhou na Luz jogaram nas divisões secundárias em Portugal. Quase metade da equipa. Só um deles tocou na bola na Primeira Liga", começou por escrever Pedro Chagas Freitas, referindo-se à última derrota do Sport Lisboa em Benfica, afirmando: "Em Portugal, um talento sem comissão é um cadáver."

"O sistema é um bordel de ligações, de favores. O craque português, ou o que vem das divisões de baixo, é o último da fila. Não rende o suficiente para a alquimia de bolsos podres que sustenta esta indústria", continuou o escritor, exemplificando: "É mais lucrativo inventar um Velhicic vindo de um canto exótico do globo do que apostar no Ricardo Velho, que é um dos melhores guarda-redes do país e está enterrado na segunda liga. Mostrou sempre consistência, nunca faltou qualidade, nunca faltou entrega. Deve ter faltado o padrinho. Se tivesse nascido noutro lugar, se tivesse custado milhões vindos de um fundo qualquer, estaria a defender balizas de Primeira Liga."

"A mediocridade às vezes disfarça-se de modernidade. Chamam-lhe globalização, scouting. É mentira. É um carrossel nojento: trocam-se nomes por percentagens, contratos por envelopes. A meritocracia é ficção científica. Estamos a matar os nossos jogadores. Estamos a matar o futebol. Pior: estamos a matar o sonho das crianças que chutam uma bola num recreio qualquer e acreditam que basta jogar bem para chegar lá. Não chega. O esforço não basta. O jogo foi sequestrado", rematou Pedro Chagas Freitas, que viu a caixa de comentários da publicação inundada de aplausos dos seguidores.

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