Entrevistas

Patrícia Ribeiro: "Agradeço a Deus por ter sido presa. Estava perdida num abismo sem fim, numa maré de autodestruição"

Depois de seis anos de reclusão, Patrícia Ribeiro fala sobre culpa, arrependimento, fé e o difícil regresso à liberdade, assumindo que foi na prisão que encontrou forças para mudar o rumo da própria história.

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Foram seis anos longe da liberdade e de uma vida que, até então, tinha sido marcada pela música e pela exposição pública. Patrícia Ribeiro reconhece que a passagem pela prisão teve consequências profundas na carreira e na imagem que tinha construído, mas acredita também que aquele período acabou por representar um ponto de viragem.

Numa entrevista exclusiva à SELFIE, a cantora assume sem reservas a responsabilidade pelos atos que a levaram à reclusão, manifesta arrependimento pela dor causada e volta a pedir perdão à vítima.

"Sei que causei traumas psicológicos, estou profundamente arrependida e, mais uma vez, peço perdão", afirma.

Dentro da prisão, Patrícia encontrou no acompanhamento psicológico, no trabalho, na formação e, sobretudo, na fé algumas das ferramentas que diz terem sido fundamentais para a mudança. A ligação a Deus intensificou-se e o terço oferecido pela avó Antonina tornou-se uma presença diária num dos períodos mais difíceis da sua vida.

Mas a liberdade trouxe um desafio para o qual não estava preparada. Depois de seis anos confinada, Patrícia Ribeiro conta que teve de "reaprender a viver em sociedade" e admite que houve momentos em que a realidade exterior foi tão difícil de enfrentar que chegou a querer regressar à prisão.

Hoje, encara esse passado como parte de uma história que não pode apagar, mas que também não quer que determine para sempre quem é. Entre a culpa pelo que fez e a convicção de que a mudança é possível, Patrícia Ribeiro fala sobre queda, redenção e segundas oportunidades e explica por que razão consegue dizer uma frase aparentemente difícil de compreender: "Agradeço a Deus por ter sido presa. [...] Estava perdida num abismo sem fim, numa maré de autodestruição."

Leia a entrevista na íntegra de Patrícia Ribeiro

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