O Anel do Pescador que o Papa Francisco usava como parte do traje papal foi destruído momentos após a morte do sumo pontífice, conforme manda a tradição.
Com uma história que remonta, pelo menos, ao século XIII, o Anel do Pescador é uma das peças mais reconhecidas do traje papal. Batizado com o nome de São Pedro, que era pescador e, segundo a tradição católica, o primeiro Papa, foi usado pelo Papa Francisco em eventos cerimoniais ao longo dos 12 anos de pontificado.
Agora, como manda a tradição, o anel de sinete do falecido pontífice foi destruído dentro dos muros do Vaticano, após a morte do Papa, aos 88 anos, na segunda-feira de Páscoa.
Tradicionalmente, o Anel do Pescador e um pendente chamado bula serviam de selos oficiais para cartas e documentos oficiais conhecidos como breves papais e, a cada novo Papa, eram emitidos novos selos. Para evitar que cartas ou decretos fossem forjados postumamente, ambos eram esmagados com um martelo aquando da morte do Papa que os detinha.
No caso do antecessor de Francisco, o Papa Bento XVI, que se tornou o primeiro Papa a renunciar em seis séculos, foi estabelecida uma nova tradição: uma cruz profunda foi gravada na superfície do anel com um cinzel.
Também no que diz respeito ao anel papal, o Papa Francisco optou por usar o Anel do Pescador apenas nas cerimónias oficiais. Além disso, optou por uma joia que pertenceu anteriormente ao secretário de Paulo VI, Arcebispo Pasquale Macchi, que faleceu em 2006, feita de prata banhada a ouro, em vez de ouro puro. Já no dia-a-dia o objeto era trocado por um simples anel de prata que datava dos tempos de cardeal de Jorge Bergoglio.
Recorde-se que o Papa Francisco morreu na manhã da passada segunda-feira, dia 21, aos 88 anos, vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
