"Paolla Oliveira foi massacrada por estar 'acima do peso ideal'", começou por escrever Pedro Chagas Freitas, referindo-se ao facto de a forma física da atriz brasileira, que é uma das rainhas do Carnaval, estar a ser alvo de críticas nas redes sociais.
"O peso ideal. O conceito mais vago e arbitrário que a mediocridade humana conseguiu criar. Ideal para quem? Para quê?", questionou o escritor, antes de acrescentar: "Para que um bando de gente frustrada se sinta melhor consigo mesma ao apontar o dedo aos outros? Para que um algoritmo decida quem merece existir sem ser atacado?"
"O peso ideal não é um número; é um delírio coletivo, uma forma de controlo social mal disfarçada: um truque para manter as pessoas ocupadas com a própria imagem - enquanto o mundo continua a apodrecer à volta. O que pesa mais é a insensibilidade. A crueldade disfarçada de opinião. A necessidade compulsiva de apontar o dedo, de reduzir alguém a uma imagem, de transformar um corpo num alvo", considerou Pedro Chagas Freitas.
"Não valemos o que parecemos. O meu corpo não me define. A tua pele não diz nada sobre ti. O que vestes não te representa. Quando é que aprendemos a ver mais, a ir além, a não magoar porque sim?", lamentou, ainda o escritor, antes de rematar: "Frontalidade não é boçalidade. Dizer tudo o que se pensa não é uma virtude se o que se pensa é vazio, rasteiro, pequeno - e só serve para magoar. Quando é que deixamos de confundir empatia com fraqueza e estupidez com coragem?".
Na caixa de comentários são muitas as mensagens dos seguidores de Pedro Chagas Freitas a apoiar a indignação do escritor em relação ao body shaming de que Paolla Oliveira tem sido alvo.
