Crónicas

"Pessoas como o Papa Francisco não morrem, ficam para sempre", por Padre Nuno Santos

A notícia da morte do Papa apanha-nos de surpresa, mas deixa-nos um sentimento profundo de agradecimento.

Reitor do Seminário Maior de Coimbra, Capelão da Universidade de Coimbra e Diretor do Instituto Universitário Justiça e Paz.
  • 21 abr 2025, 17:34
Papa Francisco

Sinto que é um regresso à Casa do Pai. Como peregrino que chega ao fim de uma etapa e que agora descansa em Deus.

Uma verdadeira Páscoa, uma passagem, da morte à vida, da vida terrena à Vida Eterna, da terra ao Céu. Há homens que são ponte. Francisco é um deles - um verdadeiro 'Sumo Pontífice'. Um peregrino da Esperança. 

Pessoas como o Papa Francisco não morrem, ficam para sempre. São muitas a recordações que nos deixou no coração. 

O seu Pontificado fica marcado pelos gestos proféticos e pelos afetos que mudam vidas. Contra a Globalização da Indiferença promoveu a relação como critério e referência do "estar no mundo". 

 

"Sinto que é um regresso à Casa do Pai."

 

Ficam para sempre os seus escritos como a Evangelli Gaudium, Amoris Laetitia, Fratelli Tutti, Laudato Si, Dilexit Nos e os dois jubileus da Misericórdia (2016) e da Esperança (2025). 

Ficam para sempre expressões como "Todos, Todos, Todos"… uma Igreja que acolhe todos e que é Hospital de campanha, onde os pecados são feridas que precisam de ser cuidadas e a eucaristia um alimento para os frágeis mais do que um prémio para os perfeitos.

Padre Nuno Santos
Reitor do Seminário Maior de Coimbra, Capelão da Universidade de Coimbra e Diretor do Instituto Universitário Justiça e Paz.

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