Já começou a contagem decrescente para a 10.ª edição d' O Sol da Caparica - e a organização garante que este será um ano memorável. Mais público, mais conforto e o mesmo espírito de proximidade com a música portuguesa e a lusofonia marcam esta edição especial, que decorre em Almada.
"Queremos que seja especial. Queremos que as pessoas desfrutem de momentos fantásticos e de bons espetáculos, num recinto pensado ao detalhe para que seja confortável, para que seja bonito, para que seja fácil entrar, fácil ir à casa de banho, fácil ir comprar uma bebida ou algo para comer", explicou o músico André Sardet, que é um dos promotores.
Nesta 10.ª edição, o festival volta também a afirmar-se como um evento para todas as idades. "É um festival muito familiar. Os pais podem estar num palco e os filhos noutro, para, depois, marcarem uma hora e se reencontrarem no final", sublinhou.
A vice-presidente da Câmara de Almada, Maria Teolinda Monteiro Silveira, reforçou essa mesma imagem: "Vemos famílias inteiras aqui, com crianças pequenas, com plena segurança. Temos um ambiente diferente de todos os outros festivais."
Além da diversidade etária, também a essência continua a ser a mesma: celebrar o melhor da música feita em Portugal e no espaço lusófono. "Estamos muito orgulhosos do cartaz. Para além de termos estes nomes, que são os nomes que toda a gente quer ver e ouvir, estamos muito felizes, porque sabemos que estes artistas estão a preparar espetáculos especiais, espetáculos com convidados, espetáculos com mais músicos, com mais equipa... e isso é algo que nos enche de orgulho, porque sabemos que vão entregar algo especial às pessoas. É também isso que faz com que O Sol da Caparica seja especial: o respeito por alguém que paga um bilhete para entrar, mas, depois, também vai levar daqui algo diferente e algo que preenche", garantiu André Sardet.
Num contexto em que o preço dos bilhetes de grandes eventos tende a subir, a organização manteve o valor da edição anterior. "Os bilhetes têm um preço reduzido. Nós não mudámos o preço do ano passado para este ano. Tivemos esse cuidado. Temos noção da dificuldade que algumas famílias estão a passar e, portanto, achamos que este festival tem que ser acessível a todos para virem vários dias e para não terem de escolher apenas um dia", frisou o promotor.
Este é também um festival com memória e, por isso, um dos momentos mais aguardados deste ano é o regresso dos Da Weasel, que tinham anunciado o fim em 2010, após 17 anos de carreira. "Era algo que já tínhamos pensado fazer no ano passado, mas não foi possível, por isso, quando fechámos o cartaz do ano passado, começámos logo a pensar neste cartaz, começámos logo a fazer de tudo para que os Da Weasel viessem este ano", revelou André Sardet.
A programação foi desenhada especialmente para ir ao encontro dos diferentes públicos ao longo do dia. "Foi muito difícil, porque, como eu costumo dizer, temos vários cabeças-de-cartaz no mesmo dia e, portanto, o difícil foi escolher quem é que começa, quem é que acaba... Tentámos fazê-lo com uma lógica que tem a ver com a faixa etária: um artista que canta mais para famílias e para os mais jovens tem que tocar antes de um artista que toca para pessoas mais velhas e que se podem deitar mais tarde. Tivemos esse tipo de cuidados e, por isso, temos um line-up que permite que as pessoas entrem no festival cedo para, que a partir das 18h00, comecem a ouvir boa música... mas também possam ficar até mais tarde", acrescentou.
Para assinalar os 10 anos, o festival apresenta ainda o Palco Digital, com curadoria dos criadores "Os Primos", que vão trazer conteúdos ao vivo e interação com o público.
E como a procura disparou - já com o dobro da lotação do ano passado - André Sardet deixou algumas recomendações a ter em conta. "Estamos com uma enorme procura no cartaz deste ano. Toda a gente diz que é o melhor cartaz de todas as edições d' O Sol da Caparica. E já estávamos com saudades. Era o sol que nos faltava, como diz o nosso slogan. Esperamos uma grande edição, com mais pessoas ainda do que no ano passado. Uma edição que nós queremos que fique na memória de todas as pessoas. E, por isso, há uma série de cuidados que vamos ter para esta edição. Vamos aumentar a segurança, vamos aumentar a limpeza, aumentar as casas de banho. Convidamos também as pessoas a virem cedo para que a entrada seja calma, tranquila, confortável. E recomendamos que consultem o nosso site para esclarecer dúvidas."
A vice-presidente da Câmara de Almada, Maria Teolinda Monteiro Silveira, acrescentou também: "Os transportes públicos foram reforçados. Toda a informação está nos canais oficiais da Câmara. O importante é que todos cheguem e regressem em segurança, usufruindo plenamente deste festival, que celebra a nossa música, mas, muito importante também, celebra a nossa língua nas suas mais diversas expressões. E, portanto, é com grande satisfação que a Câmara de Almada se associa a este evento. Sabemos que estamos num ambiente paradisíaco, que se aproximam noites muito quentes, que temos o mar por perto, um pôr do sol que será de certeza maravilhoso e que será desfrutado por todos e, principalmente, associado a um cartaz de excelência."
Questionado ainda sobre aquilo que já tem em mente para a edição de 2026, André Sardet, que conta já com 29 anos de carreira como músico e outros tantos na produção de eventos, mostrou-se confiante, mas preferiu não adiantar nomes: "No final desta edição d' O Sol da Caparica, vamos fazer uma balanço desta concessão que temos, que começou no ano passado e que poderá ir até 2026, e vamos fazer uma avaliação e tirar conclusões. Tem sido um trabalho conjunto entre nós e a Câmara Municipal de Almada, mas, claro, é preciso perceber que estes festivais têm que se pagar e que, para dar qualidade, é preciso encontrar um equilíbrio entre aquilo que se paga e aquilo que se investe, portanto, é essa avaliação que vamos fazer. Quanto aos nomes que gostava de ter numa próxima edição... não posso dizer."
