Muitas vezes, o Natal representa a solidão. Representa a ausência de alguém muito especial à mesa. Aquela cadeira vazia que grita saudade. Representa tudo aquilo que gostávamos de ter e não temos.
Para muitas pessoas, o Natal pode ser sobre sonhos adiados, desejos não realizados, ou sobre o peso das expetativas que parecem impossíveis de alcançar.
Mas a verdade é que o Natal pode ser aquilo que nós quisermos que ele seja. Não precisa de seguir um roteiro pré-definido, nem de corresponder ao ideal perfeito das redes sociais ou dos anúncios publicitários. Da mesma forma que todos nós podemos ser quem somos, sem máscaras, sem fingir que está tudo bem quando não está. Podemos, e devemos, falar abertamente sobre o que sentimos e como nos sentimos.
Então, hoje, que tal quebrar esse ciclo de silêncios? Vamos pegar no telefone, enviar uma mensagem, fazer aquele telefonema que temos vindo a adiar. Vamos escolher aquela pessoa que ocupa um lugar especial no nosso coração, mas com quem talvez não conversemos tanto quanto gostaríamos. Não precisamos de grandes discursos nem de palavras elaboradas. Às vezes, tudo começa com uma pergunta simples, mas poderosa: "Como é que te sentes hoje?"
Porque, no fundo, o que importa no Natal – e em qualquer outro dia do ano – é estar presente, mesmo que à distância. É lembrar que ninguém precisa de carregar o mundo sozinho.
Se puderem, ofereçam esse presente a alguém. Quem sabe, no processo, descubram que também estão a presentear-se a vocês próprios.
