Mónica Sintra revela sonho por concretizar: "É quase impossível"
Franca e sem reservas, Mónica Sintra partilhou com a SELFIE que tem um sonho antigo, mas que a realidade da música em Portugal ainda não lhe permitiu realizá-lo.
-
Cátia Soares
- 17 set 2025, 14:59
As melhores imagens de Mónica Sintra na SELFIE
Filho de Mónica Sintra já tem 14 anos! Veja como Duarte cresceu
Cabo Verde: o paraíso de Mónica Sintra!
Globos de Ouro: lantejoulas e decote assimétrico foram a aposta de Mónica Sintra
Mónica Sintra celebra o 45.º aniversário: veja as 45 fotos mais quentes da cantora!
Mónica Sintra faz esclarecimento: "Foi uma pequena partida"
Em Marrocos, Mónica Sintra partilha novidade: "Vamos manter o plano inicial"
Após sismo em Marrocos, Mónica Sintra passa a noite ao relento com o filho
Mónica Sintra revela primeiras imagens do novo visual: "O que gosto de mudar..."
Em entrevista à SELFIE, Mónica Sintra partilhou um sonho antigo e lamentou os entraves do mercado musical nacional.
"Falta-me fazer muita coisa. A nível profissional, falta-me fazer uma coisa que é quase impossível, porque há sempre editoras e agentes pelo meio: um álbum de duetos, duetos completamente inesperados. Já percebi que é um caminho muito difícil. Às vezes, ainda questiono por que é que tem de ser difícil - visto que em Espanha ou no Brasil tudo se faz de forma aparentemente fácil - mas em Portugal há sempre aqui qualquer entrave, é estranho... ", começou por partilhar, em jeito de desabafo.
Questionada sobre os artistas com quem gostaria de poder cantar, Mónica Sintra não hesitou em contar: "Gostava muito de fazer um dueto com a Adelaide Ferreira, com o Toy, com a Carolina Deslandes, com a Bárbara Tinoco, com a Romana, com a Carminho, com a Raquel Tavares… No ano passado, cantei uma música com os Ciganos D'ouro e gostei muito. Para mim, é a canção mais feliz do concerto neste momento."
Sem esconder a mágoa que sente perante algum preconceito, Mónica Sintra não hesitou em apontar o dedo: "Acho que falta um bocadinho mais de flexibilidade e falta as pessoas entenderem que música é música. Não me refiro aos cantores. Até chegar aos cantores, é um processo que passa pela editora e por mais gente, por isso, é difícil. Claro que posso falar diretamente com os meus colegas cantores e propor fazermos um dueto, mas fica no ar e acaba por nunca acontecer, porque temos de fazer tudo de forma legal. Acho que falta um bocadinho mais de disponibilidade mental e musical para perceberem que se as pessoas gostam é porque faz sentido, que tem que haver vários géneros musicais, vários tipos de vozes, vários tipos de estéticas. Acho que o mais difícil é nós tentarmos provar e não conseguirmos. A música é a forma mais bonita e universal de contactarmos. A prova disso é que podemos ouvir uma música que nos toca mesmo sem conhecermos a língua. É triste as coisas não serem assim tão fáceis como poderiam ser, não podermos simplesmente decidir juntar-nos num bar e cantar qualquer coisa. É estranho."
Recuando mais atrás na carreira, a cantora recordou o preconceito de que foi alvo devido ao tema que a catapultou para ribalta: "Durante muitos anos, tentei provar que era mais do que a música 'Afinal Havia Outra'. Ficou tão cansativo que, no dia em desisti de provar, as pessoas começaram a perceber. Claro que ainda há quem pense que sou só a música 'Afinal Havia Outra', mas está tudo bem, é problema de quem pensa assim, de quem não quer abrir a mente e conhecer um bocadinho mais."
Mónica Sintra partilhou ainda um outro desejo que gostava de realizar antes de se aposentar: "Outra coisa que gostava de fazer antes de me reformar - que não sei bem em que idade será - era atuar numa sala emblemática, como o Coliseu de Lisboa ou o Coliseu de Porto."
