Em declarações exclusivas à SELFIE, Mónica Sintra partilhou como lida com as críticas, o peso do envelhecimento aos olhos dos fãs e a importância de se refugiar na música para transformar a dor.
"A escrita não tem o dom que tem a palavra, não é? Com a palavra falada, nós percebemos a intenção… Com a palavra escrita, às vezes, pode mudar ali uma série de coisas. E há dias em que, claro, estou mais sensível", começou por confessar, referindo-se aos comentários negativos que lê nas redes sociais.
Apesar de já estar habituada ao lado negativo da exposição mediática, Mónica Sintra não esconde que nem sempre é fácil: "Às vezes, penso: 'Caramba, estou a esforçar-me para evoluir, para fazer coisas diferentes, mas as pessoas valorizam coisas que não são o meu trabalho!' Questionam se a roupa é bonita... questionam o que fiz à cara... dizem que estou horrível... dizem que estou mais velha... É óbvio que estou mais velha, o tempo passa por toda a gente. Aqui a questão é que eu entro na casa das pessoas já há muito tempo. Comecei quando tinha 18 anos e fui crescendo, amadurecendo, envelhecendo os olhos das pessoas. Às vezes, custa-me um bocadinho ler certo tipo de comentários. Mas, quando estou num mau dia, tento não ler. Leio quando estou naqueles dias em que nada me afeta."
"Durante muitos anos, tentei provar que era mais do que a música 'Afinal havia outra'. Ficou tão cansativo que, no dia em que desisti de provar, as pessoas começaram a perceber. Claro que ainda há quem pense que sou só a música 'Afinal havia outra', mas está tudo bem, é problema de quem pensa assim."
