Apesar da admiração e do carinho que conquistou junto do público com a participação no concurso "All Together Now", da TVI, Miguel Moura não esquece que nem sempre teve palcos nem luzes viradas para si. Em entrevista, o fadista recorda sem filtros uma fase difícil da carreira.
"Tive uma fase em que fiquei sem trabalhar na música durante seis ou sete meses", lembra.
Numa indústria marcada pela instabilidade, este período foi emocionalmente exigente, mas também revelou o valor da comunidade que apoia o cantor: "O meu relacionamento com os fãs é espetacular. Os fãs são uma família que ganhei. Não tenho palavras para agradecer aos fãs por todo o apoio, toda a força e todo o carinho que me têm dado. Os meus fãs foram incansáveis. Nos grupos de fãs, estavam sempre a partilhar conteúdo e a dizerem: 'Não vamos esquecer o nosso Miguel.' Isso marcou-me muito pela positiva, claro."
Também por isso Miguel Moura valoriza profundamente a ligação que tem com o público e nunca termina um concerto sem estar com quem o acompanha: "Não há um único concerto que faça em que eu não esteja com os fãs no final do espetáculo! Porque eles merecem! Adoro os meus fãs! Muitos vão de longe para estarem connosco, por isso, para além de partilharmos com eles as nossas canções, sinto o dever de partilhar um momento único com eles. Estar com eles pessoalmente faz toda a diferença. A pessoa que partilha o momento nunca mais se vai esquecer e vai sentir: 'Vim de longe, mas valeu a pena.'"
Ainda segundo o fadista, a relação próxima que mantém com os fãs não é apenas por uma questão de gratidão, é parte da sua identidade enquanto artista: "Os fãs são quem faz também o artista. Muitos dizem que não. Mas eu não concordo. O artista é artista pelos fãs, pela equipa que trabalha com ele, pelos músicos que o acompanham… Esse, sim, é o verdadeiro artista. Eu sou um sortudo por ter estes fãs comigo e espero vir a ganhar ainda mais com o tempo."
