Depois de uma participação marcante no concurso "All Together Now", da TVI, Miguel Moura tornou-se uma das vozes mais reconhecidas do fado contemporâneo. No entanto, apesar do sucesso, há um arrependimento que o cantor não esconde quando olha para trás.
"Estou arrependido de não ter estudado música no conservatório para compor com mais facilidade", confessa.
Miguel Moura compõe e cria as suas músicas com base naquilo que aprendeu por si próprio, mas reconhece que a técnica poderia ter feito a diferença. "Eu faço-o, mas é com o que sei e utilizando a minha criatividade, a minha imaginação… Sinto que poderia ser diferente!"
Ainda assim, não se prende ao passado. Pelo contrário, encara esse arrependimento como uma oportunidade. "Sei que posso estudar em qualquer altura! E é o que vou fazer: investir em mim!"
O fadista mostra-se consciente de que os caminhos que escolhemos ao longo da vida têm o seu papel na construção de quem somos. "Não tenho mais arrependimento nenhum, porque as más experiências e as escolhas que fazemos já estão traçadas no nosso destino."
Para Miguel Moura, cada fase menos feliz, cada desvio ou erro, é parte essencial do processo de evolução pessoal e artística. "São fases de aprendizagem, fases de crescimento e fases que nos ensinam a não ser como determinadas pessoas ou a não seguir mais por ali."
