TVI

Dá que pensar! Marta Cardoso fala sobre estigma dos reality shows: "Não há um culpado"

Marta Cardoso abriu o coração e não deixou nada por dizer.

Marta Cardoso na SELFIE

O look de Marta Cardoso na estreia do "Extra" do "Big Brother Famosos"

Marta Cardoso vai apresentar o "Extra" do "Big Brother Famosos"

Marta Cardoso mostra novo visual: veja o vídeo!

Goucha surpreso por Marta Cardoso não ter redes sociais: «Ai, como a invejo!»

Marta Cardoso sobre entrar no meio da televisão: «Se o objetivo é exposição, há outros»

Marta Cardoso em lágrimas com surpresa da irmã

Em conversa com Flávio Furtado, no videocast "The Leite Show", Marta Cardoso falou abertamente sobre o estigma que existe em Portugal relacionado com os reality shows.

"Um reality show tem coisas muito boas, por isso é que está há 25 anos no ar e vai continuar. É algo que é polémico e se é polémico é porque há opiniões distintas sobre a mesma questão. Agora, claro que, quando chegaram ao nosso país, vieram abanar - e eu percebo isto perfeitamente - tudo o que eram outras estruturas de entretenimento, a própria informação. Mexeram com tudo. Quando algo novo chega, somos sempre resistentes à mudança e os reality foram sempre um bocadinho o parente pobre da televisão. Algo que não é visto com o mesmo estatuto, o mesmo mérito com que olhamos para a informação ou para um grande concurso de sábado à noite e está tudo certo. A forma como são feitos é, de facto, muito diferente", começou por dizer.

"Quando se fala de estigma, tem que ver só com isto: para alguém como eu, ou para outros concorrentes, que pretendem fazer uma carreira em televisão, de facto, começar por um reality show não é a melhor opção. Porque o reality show é algo que te marca muito. Eu, ao fim de 25 anos, continuo a ser a Marta do 'Big Brother'. Portanto, tens de aprender a aceitar isto, a abraçar isto e a fazer o melhor possível com isto", continuou a apresentadora.

"Quando participei no 'Big Brother', estava a acabar o meu primeiro ano de comunicação social. A minha intenção, nessa altura, era ir para Informação e Jornalismo. Eu gostaria muito de fazer jornalismo de investigação e também ser pivô de telejornal. Esta parte de ser pivô estava relacionado com aquele sonho de aparecer na televisão que temos todos quando temos essa idade. Foi óbvio para mim, ao fim de muito pouco tempo de sair do 'Big Brother', que esse sonho tinha caído por terra. Era irreversível com a minha participação no 'Big Brother'. Era impossível uma estação - e isto não é uma crítica - pegar em alguém que é conhecido como a Marta do 'Big Brother', mulher do moço que deu um pontapé e fez o amor na televisão, e colocá-la a apresentar no Jornal Nacional. Não é compatível. E se estivesse do lado da estação, também não o faria", vincou, ainda, Marta Cardoso.

Portanto, eu quando falo de estigma, não o digo de uma forma depreciativa. Não estou a apontar o dedo à TVI, à SIC ou à RTP. Há caminhos pelos quais, quando tu vais, já não têm volta. E este é um deles. A senhora Maria vai ligar a televisão e não vai perceber o que está a acontecer. Por que é que a Marta do 'Big Brother', que acabou de sair de uma casa ou que é conhecida por ter estado numa casa a andar de pijama e trinta por uma linha, está a apresentar o telejornal? É confuso para o público. Nada contra a pessoa, nem contra os reality, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Cada macaco no seu galho. Existe um estigma, sim, mas não há um culpado. As coisas funcionam assim, quem vai já sabe para o que vai", rematou.

Relacionados