Em junho de 2024, Marisa Cruz completou cinquenta anos de vida e, conforme contou a atriz, recentemente, em conversa com os jornalista, "foi especial": "Normalmente, não gosto de organizar jantar, fico muito stressada porque acho que as pessoas não conseguem dar atenção a toda a gente, então prefiro não fazer nada, faço só com os meus filhos. Mas este ano achei que devia assinalar esta data especial e foi giro."
E nesta altura da vida faz-se um balanço? "Já vinha a fazer um balanço um pouco antes dos 50, que a própria vida se encarrega de pôr as coisas no seu lugar", explicou a atriz, acrescentando que o número não "pesa": "O que me chateia, às vezes, é o corpo já não reagir, já me preocupar recuperar de alguma lesão ou alguma coisa, porque demora muito mais a recuperar. Agora, o número em si, não, porque ponho energia para tudo!"
"Não há ninguém perfeito. Nem eu quero ser perfeita. Mas olho-me ao espelho e gosto do que vejo cada vez mais", confessou Marisa Cruz, falando, ainda, sobre a forma como lidou com a entrada na menopausa: "É um tema muito pouco falado. Muito tabu, eu própria, quando comecei a entrar nesta fase - há dois anos -, senti um peso enorme, uma vergonha, quase como 'ok, estou acabada, vou ser rotulada'. Senti que muitas mulheres com quem eu falava também estavam a passar pelo mesmo e não falam. Ainda há algum estigma."
"Mas é só mais uma fase. E, se for acompanhada, como é na adolescência, como todas, é só mais uma fase. E, no meu caso, melhor, porque já não estou preocupada em engravidar. Como todas as fases, tem o seu lado bom e o seu lado mais desafiante. É isso que tenho vindo a perceber nestes dois anos, a aceitar-me, a estar em paz comigo e a perceber que realmente isto é uma fase", continuou a atriz, considerando ser importante verbalizar isso para outras mulheres: "Comecei a perceber que falando e tendo essa coragem, entre aspas, de assumir também fazia bem, normalizava a coisa."
"É uma fase, depende de mulher para mulher, mas, no meu caso, foi muito desafiante. Eu não estava a perceber o que se passava comigo, porque sempre fui uma pessoa muito tranquila, nunca fui dada a depressões, sempre levei a vida com muito otimismo. E, realmente, mesmo emocionalmente, foi um desafio. A parte hormonal é assim uma coisa muito estranha e difícil de perceber. Procurei ajuda médica, de várias áreas. Acho que, apesar de tudo, hoje em dia, há mais abertura e menos julgamento do que havia quando eu tinha 20 e tal anos. O julgamento do corpo da mulher e da figura da mulher era muito maior", considerou, ainda, Marisa Cruz, assumindo: "Durante a minha vida como manequim - também não estava tão informada -, como sempre fui muito magra nunca fiz muito exercício para me manter em forma. Achava que não precisava, o que é um erro! Temos que fazer, independentemente de precisar até a nível emocional. A partir dos 40, comecei mesmo a sentir o corpo a ficar diferente. Então, tive de começar a ganhar um hábito que nunca tive, hábitos de boa alimentação e de cuidados."
