No universo vibrante dos "Morangos com Açúcar", no qual a música sempre teve um papel decisivo na construção das histórias e na ligação emocional do público, há uma voz que começou a destacar-se com naturalidade e carisma: Mariiana, nome artístico de Mariana Venâncio. Entre temas que se tornaram virais, refrões que já vivem na cabeça de uma nova geração e a energia contagiante do projeto "Cantar Morangos", a jovem artista tem conquistado espaço próprio dentro e fora da série.
Numa entrevista exclusiva concedida à SELFIE, Mariiana fala do presente com gratidão e do futuro com uma ambição luminosa. Entre ensaios, gravações e a preparação para subir ao palco da MEO Arena, a artista vive um dos momentos mais intensos da carreira: a transição entre fazer parte de um fenómeno coletivo e afirmar-se, passo a passo, como artista a solo.
Que balanço fazes dos temas que lançaste para a nova série dos "Morangos Com Açúcar"? Como foi a recetividade do público?
Sinto que as músicas que gravei fazem sentido na série. Há uma que fica mais no ouvido, outra com um refrão que se tornou viral. São canções que não se encaixam todas numa só gaveta, cada uma tem o seu lugar e acrescenta qualquer coisa à história. No seu conjunto, os temas têm uma sonoridade moderna, pop, de que eu gosto e que foi muito bem recebida. O feedback é bom e isso deixa-me feliz, claro.
E como tem sido fazer parte do projeto "Cantar Morangos"?
Tem sido uma honra e um privilégio. Não encontro palavras melhores para descrever a experiência. Sou muito grata pela oportunidade de estar associada ao projeto e de partilhar o palco com pessoas que são ídolos de uma geração. É uma responsabilidade muito grande, mas tenho procurado aprender e divertir-me com eles. O ambiente nos ensaios é incrível e acho que isso se vai notar no concerto.
O que podemos esperar desse concerto na MEO Arena?
Vai ser uma noite um bocadinho nostálgica, como se de repente entrássemos num portal do tempo. Vamos celebrar a série, as canções e, de alguma maneira, uma geração que as viveu com uma intensidade única e irrepetível. E vamos ter muitos convidados, mas isso é surpresa.
O que significa para ti cantar neste palco e integrar este tipo de homenagem à série?
De cada vez que alguém diz "cantar na MEO arena", eu fico em sentido porque só a ideia mete medo! Com a minha idade é assustador. É assustadoramente bom, mais ainda por ser com aquelas pessoas e associada aos "Morangos Com Açúcar". Trabalhei muito para aqui chegar, mas não antecipei nada desta dimensão.
Como te tens preparado?
Com trabalho, foco e disciplina. Preparo as músicas em casa, tenho aulas de canto, faço exercícios. E levo os ensaios muito a sério. Eu e todos. Para além disso, estamos sempre a trocar ideias no grupo de WhatsApp, estamos sempre a pensar em formas de melhorar o espetáculo.
Tens algum ritual antes de entrar em palco?
Rezo. Sou católica.
Estás também a preparar-te para lançar singles a solo: como estás a gerir a transição entre cantora de banda-sonora/parte de um projeto coletivo e artista individual?
Estou a adorar esta fase. Começar a gravar temas originais depois dos covers foi uma brisa de ar fresco. Estou a saborear a minha bolha. Trabalhar nas minhas próprias músicas é uma sensação muito boa.
Qual é o som, a estética ou a mensagem que queres que as pessoas associem à Mariiana a solo este ano?
Quero, acima de tudo, que saibam que a Mariana se esforça todos os dias. E quero que saibam que eu sou uma pessoa mais feliz quando canto. Tenho trabalhado para que se sinta, desde o primeiro álbum, que eu quero fazer coisas fora da caixa, diferentes. Espero que as músicas reflitam isso.
Houve alguma inspiração ou artista que particularmente te influenciou neste novo capítulo musical?
Acho que vou beber inspiração a artistas diferentes para diferentes "departamentos". Se estivermos a falar em estilo musical, Olivia Rodrigo; se pensarmos em guarda-roupa, um equilíbrio entre Olivia Rodrigo e Tate McRae; se estivermos a considerar spacing, então, tenho de nomear Tate McRae e Sabrina Carpenter.
Há alguém com quem gostasses de fazer um dueto?
Ninguém em particular. Estou numa idade e numa fase em que valorizo todas as experiências que me proporcionem aprendizagens e que me permitam evoluir como artista.
O que é que já podes revelar sobre o que aí vem?
Nada! Mas posso garantir que vão ser coisas boas. Sou nova, tenho muita energia e a minha natureza é ir, é fazer.
Fora da música, que atividades te ajudam a "desligar" ou a manter o foco?
Passar tempo com a família é a coisa mais importante. Adoro passar tempo com a minha família. Eles são o meu espaço seguro, onde posso ser vulnerável. Depois, ir ao ginásio é uma coisa que me ajuda a desligar e a manter o foco. A praia. Como moro perto, vou muitas vezes, sozinha ou acompanhada, para pensar. O mar ajuda-me a organizar as ideias. Para além disso, gosto de estar com bebés. Os bebés têm esse poder de me tranquilizar, parece magia.
Representar faz parte dos planos?
Fez sempre.
Onde é que te imaginas daqui a 5/10 anos?
Imagino-me na música e com projetos na área da representação, precisamente. A trabalhar em cinema ou televisão, em Portugal ou no estrangeiro. Gostava de ter uma experiência fora. Num plano mais pessoal, imagino-me com uma família. Sempre rodeada de canções, claro.
