"Foi a última vez que nos ligou": Júlio Isidro lamenta sobre conhecida cantora... cujo "casamento parou o país"!
Foi no Facebook que o apresentador Júlio Isidro desabafou sobre uma conhecida cantora portuguesa.
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Igor Pires
- 7 mar, 13:02
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Esta semana, completaram-se cinco anos desde o falecimento de Maria José Valério. Daí que Júlio Isidro tenha prestado uma homenagem à cantora.
"A Zézinha partiu no mesmo dia do mesmo ano do Ruy Castelar. A Sandra tinha-lhe ligado para saber como estava. Não respondeu, mas a chamada veio de volta mais tarde. Mas o seu cuidado não era com ela… era outro. Queria confirmar que a família continuava feliz, o Julinho, a minha Sandrinha e as nossas meninas Marianinha e Francisquinha. Nós todos bem graças a Deus ... e a Zézinha? :'- Estou no quarto, aqui na Casa do Artista onde sou muito bem tratada... tenho 38 de febre e esta tosse é que não me deixa dormir...' 'Talvez seja melhor ir ao hospital' - sugeriu a Sandra. Foi a última vez que a nossa 'menina dos telefones' nos ligou", começou por referir na legenda de uma fotografia antiga, na qual posa com a artista.
De seguida, o comunicador recordou: "A Maria José Valério a quem eu pedi um autógrafo quando muito jovem a vi nos estúdios da RTP. Ainda guardo o postal já amarelecido, o autógrafo e o texto no verso:- 'Para o meu querido camarada Júlio Isidro com um xi da Zé Valério.' Um neófito da televisão a quem a estrela dava a honra de incluir como um dos dela. Desde esses tempos do preto e branco, tive sempre a Zézinha na minha vida, os espetáculos, os discos e aquele programa de televisão que me encantava, as 'Melodias de Sempre' no qual as vedetas da época recriavam êxitos de um passado ainda mais passado. Inesquecível a canção 'Por ti', de Frederico Valério, da revista 'Chuva de Mulheres', na época interpretada por Maria da Neves. Talvez nesses dias e com esse programa, tenha começado aí a minha atracção pelo culto da memória."
"Teve muitos êxitos, um casamento que parou o país à frente da televisão, um amor único que jamais quis repetir, e um dia-a-dia feito de uma bondade a roçar a santidade. Meses depois da Zézinha nos deixar, o seu mais-que-tudo, José Trincheira, afamado toureiro, mais conhecido pelo 'Leão do Alentejo' foi ao seu encontro para lhe dar a mão apaixonada de tantos anos", sublinhou ainda, antes de acrescentar: "Conhecem alguém que acredita verdadeiramente que toda a gente é boa? Apenas a Zézinha, que sendo uma sportinguista de coração , gostava de toda a gente e de todos os clubes. A 'menina dos telefones' nunca deixou passar os aniversários cá de casa, e chegou a ir à televisão entregar um saco com prendinhas para todos. Guardamos com amor o seu CD com dedicatória especial para os Isidros. Ostentava uma t-shirt com a fotografia do seu tio o compositor Frederico Valério e eu também tive a honra de me ver estampado no seu peito, onde palpitava um coração único, onde cada batimento era uma dádiva de amor. E depois parou. Uma santa pessoa foi para céu cantar 'As Carvoeiras'."
"Tenho tanta, tanta pena, por deixar de ouvir o seu telefone a tocar e a voz do outro lado a chamar-me Julinho. Os Isidros ontem ao jantar falavam da senhora do cabelo verde com saudade. Confesso a minha indignação por essa coisa da morte que nos corta cerce o sentir o toque de uma mão, o ouvir uma voz, o cruzar de olhos… irremediavelmente. O resto é a nossa esperança de um reencontro cheio de dúvidas e mistérios. Lamentávamos que a Zézinha não tenha podido assistir a uma grande alegria que o seu Sporting lhe teria dado. Em todos os estádios, lamento que lá do alto numa nuvem verde como o seu cabelo não possa agradecer um enorme aplauso de todos os desportistas, sem exceção, deste país", lamentou.
Júlio Isidro também assinalou: "Para ela... não havia rapazes maus. Serão capazes, os apaixonados obsessivos , os militantes de palas nos olhos, serão capazes de saudar a menina da madeixa verde? Passaram cinco anos de ausência da Zézinha, que hoje estaria a cantar a marcha do seu Sporting. Olho para uma almofadinha que repousa no sofá do meu escritório verde, com o leão a rugir e uma frase: 'Ao maior de todos os sportinguistas.' Não me assenta, mas é fruto da generosidade da menina de cabelo verde. Estranhos e fascinantes os estímulos da memória."
"Um beijinho e uma rosa de saudade inconformada como tantas que nos deu querida Maria José Valério", completou o apresentador.
Veja, agora, a imagem partilhada por Júlio Isidro na galeria de fotografias que preparámos para si.
