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Denúncia grave! Namorado da filha de Delfina Cruz terá sido alvo de agressões

Hernâni Carvalho alegou que o companheiro de Maria Custódia Amaral foi encostado à parede durante o desaparecimento da filha de Delfina Cruz.

Uma denúncia grave foi feita por Hernâni Carvalho, esta segunda-feira, dia 2, já depois de o suspeito de ter matado Maria Custódia Amaral ter sido detido pela Polícia Judiciária e o corpo da filha de Delfina Cruz ter sido localizado na Lagoa de Óbidos.

Segundo alegou o profissional da SIC, o companheiro de Maria Custódia Amaral foi alvo de agressões durante o período em que as autoridades investigavam o desaparecimento da agente imobiliária. "Se calhar, seria interessante o namorado desta senhora, que ficou lá em casa à espera dela, contar como foi contactado, quem o contactou e de que maneira é que foi agredido para contar o que tinha feito à namorada. Se calhar, está na hora... O que ele contou ao Luís Maia vai ter de contar em público", afirmou Hernâni Carvalho, no programa "Casa Feliz".

"Há muitos anos que já se sabe que a investigação criminal não deve usar os métodos da Inquisição e, de cada vez que usa, corre mal. Sabemos dos métodos que são usados por algumas polícias nos Estados Unidos e dos erros policiais que isso acarreta, dos homens que são retirados dos corredores da morte por provas finalmente apuradas de que não foram eles, por causa da pressa da investigação criminal. A investigação criminal não tem de ter pressa. Tem de usar a sua velocidade. E não é à pancada que se sacam declarações", criticou ainda.

"Está na hora de ele contar como é que lhe puxaram pelos colarinhos, como é que o encostaram à parede e o que lhe disseram e quem. Está na hora. Agora é que é", incentivou, por fim, Hernâni Carvalho, referindo que, tendo em conta as informações que tinha em sua posse, não acreditava que o namorado de Maria Custódia Amaral estivesse envolvido no desaparecimento da própria.

O presumível autor do homicídio da filha de Delfina Cruz já foi presente a primeiro interrogatório judicial. O juiz atribuiu-lhe a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

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