Crime sórdido: homem "despiu na totalidade" filha de Delfina Cruz antes de matá-la
O principal suspeito da morte de Maria Custódia Amaral, a filha de Delfina Cruz, despiu-a e agrediu-a antes de deixá-la morrer asfixiada.
- 4 ago, 15:20 Agência Lusa com DS
O Ministério Público acusou um homem de matar a filha de Delfina Cruz, Maria Custódia Amaral - que era consultora imobiliária na Lourinhã, no distrito de Lisboa -, e de ocultar o corpo, segundo a acusação, a que a agência Lusa teve, esta segunda-feira, dia 3, acesso.
A 16 de janeiro deste ano, o homem, de 35 anos, que já tinha sido inquilino de Maria Custódia Amaral, contactou a vítima para avançar com a venda da sua habitação e para lhe entregar cópia da escritura da casa, em São Bartolomeu dos Galegos, no concelho da Lourinhã.
A mulher, que trabalhava numa imobiliária nas Caldas da Rainha, acedeu a deslocar-se a casa do suspeito e o homem aproveitou para concretizar o plano que tinha "previamente elaborado" por motivos desconhecidos, refere a acusação, datada de 10 de julho.
Numa divisão desocupada da casa, o arguido amarrou os braços da filha de Delfina Cruz, "despiu-a na totalidade, agrediu-a" e "enrolou película aderente em volta da cabeça", descreve o Ministério Público (MP).
Segundo a acusação, a mulher acabou por morrer devido à obstrução das vias respiratórias.
O homem "permaneceu indiferente e deixou-a morrer". Depois, enrolou o corpo e as suas roupas em sacos de plástico e escondeu-o na arrecadação da casa.
Levando consigo o telemóvel e o computador de Maria Custódia Amaral, saiu no carro dela e foi até às Caldas da Rainha, tendo estacionado e entrado a pé no Parque D. Carlos I, onde "atirou o telemóvel da vítima para o lago e colocou o computador dentro de um caixote do lixo".
Dirigiu-se depois para Peniche, onde abandonou a viatura e apanhou um táxi para casa.
Nos três dias seguintes, manteve o corpo da vítima na arrecadação e procurou ocultar a autoria dos crimes, limpando vestígios e enviando mensagem para o telefone da ofendida a questionar se "estava tudo bem".
A 23 de janeiro, durante a noite, enrolou o corpo da filha da atriz em cobertores, colocou-o na bagageira do carro e levou-o para a Lagoa de Óbidos, onde o enterrou.
Depois de ter sido dado conhecimento do desaparecimento da mulher, a Polícia Judiciária começou a investigar o caso e fez uma busca à residência do homem, onde encontrou vestígios do crime.
O principal suspeito da morte de Maria Custódia Amaral e agora arguido tinha na sua posse cartões bancários da familiar de Delfina Cruz, a chave do carro e a roupa que a vítima usava no dia em que desapareceu.
Acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver, o homem está a aguardar julgamento em prisão preventiva desde 2 de fevereiro, quando foi presente ao juiz de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial.
