O anúncio da separação de Marco Costa e Carolina Pinto apanhou todos de surpresa.
O casal, que estava noivo, partilhou um comunicado conjunto no qual assumiu: "Eu e a Carolina decidimos seguir caminhos diferentes enquanto casal. Temos uma filha maravilhosa e que continuará a ser a nossa prioridade absoluta."
O, agora, ex-casal ainda garantiu: "O amor que sentimos por ela une-nos para sempre e é com respeito e responsabilidade que vamos continuar a caminhar enquanto pais."
Depois deste comunicado do ex-concorrente de "Secret Story - Casa dos Segredos" muitos recordaram uma publicação recente do pasteleiro, que, agora, ganha outra interpretação.
"Os mais próximos sabem que gosto de escrever, para fora nunca mostrei este lado mais 'sensível' onde tento passar sentimentos através de palavras! Hoje decidi partilhar com vocês um texto inspirado numa vida, que pode ser a minha, pode ser a tua pode ser a de qualquer um de nós!", explicou Marco Costa, antes de partilhar um poema que pode ler, na íntegra, abaixo.
"'Entre Silêncios e Promessas'
Acordo cedo, antes do sol falar,
com o peso dos dias já nos ombros.
Não é drama, é hábito:
ser forte virou rotina.
Trabalho como quem constrói abrigo,
tijolo a tijolo, sem aplauso.
Mato-me a trabalhar, dizem
eu digo: é amor em forma de esforço.
Não trago flores todos os dias,
nem sei dizer 'amo-te' sem tropeçar.
Mas sei preparar futuros,
pagar sonhos, segurar quedas.
Cuidar, para mim, é verbo sério.
É estar, mesmo cansado.
É ficar, mesmo em silêncio.
É amar sem espetáculo.
Tenho uma filha que me ensina ternura,
um filho que me ensina coragem.
Nos olhos deles vejo versões minhas
que ainda merecem esperança.
E é por eles que fico.
É por eles que hesito.
É por eles que aguento
quando o coração pede fuga.
A relação…
é um mapa rasgado.
Sei onde comecei,
não sei onde vou chegar.
Amo, mas estou perdido.
Fico, mas às vezes sangro.
Quero ser inteiro,
mas vivo repartido.
Tenho trinta e cinco anos,
uma casa mais ou menos em ordem,
um salário que paga a vida
mas não compra paz.
Por fora, estabilidade.
Por dentro, perguntas.
Sou o homem que resolve tudo
menos a si próprio.
Carrego a família no peito
como medalha e ferida.
Orgulho e peso.
Força e cansaço.
Não sou fraco.
Só estou cansado.
Não sou frio.
Só aprendi a amar calado.
E mesmo perdido, sigo.
Mesmo em dúvida, fico.
Porque ser pai é prometer
não desistir primeiro.
E um dia, talvez,
quando os medos descansarem,
eu também me encontre
no meio deste caminho.
Até lá, trabalho, amo, cuido,
em silêncio.
Como sempre fiz.
Marco Costa"
